Uma Moeda Digital vai substituir o Dólar mas ela não é o Bitcoin

Uma Moeda Digital vai acabar substituindo o dólar americano em transações comerciais, contudo ela não será o Bitcoin.

No entanto, embora seja baseada em criptografia, assim como as criptomoedas, esta moeda digital é controlada por um Estado.

E, portanto, por um Governo Central.

Assim, segundo especialistas, o DC/EP, a moeda digital da China é o principal candidato a substituir o dólar.

Moeda digital e Geopolítica

Um especialista ouvido pelo  Sputnik destacou que a ideia por trás da moeda digital na China é muito maior do que apenas responder a digitalização da economia.

Segundo ele, a proposta envolve principalmente política nacional e geopolítica global.

Assim, tendo em vista os planos da nação asiática de se tornar a maior economia do mundo é preciso se desvencilhar do dólar americano como referência para transações.

Desta forma a moeda digital “cai como uma luva” para a proposta.

“É uma medida para começar a competir com o dólar através desta moeda digital a nível mundial. Atualmente, será uma moeda utilizada dentro da China, porém, existe a possibilidade de que, à medida que vai sendo mais utilizada, ao menos na região da Ásia, também poderia ser usada para o comércio internacional”, afirmou a vice-diretora de análises econômicas do Grupo Financeiro Monex, Janneth Quiroz Zamora.

Ainda segundo Zamora, o fato da China começar a introduzir estes sistemas mais avançados, de uma moeda digital apoiada pelo seu Banco Central, mostra que o país está um passo a frente dos EUA, que relutam da idéia e só recentemente começaram a debater o tema impulsionados pelo Libra do Facebook.

Porém, a vice-diretora esse processo também pode levar a uma concorrência aberta entre moedas, um aspecto que pode afetar a demanda por dólares a nível mundial a médio prazo.

“Como produto, uma moeda vai diminuindo a demanda, e quanto mais os países começarem a aceitar esta moeda, mais deixarão de demandar dólares. À medida que a demanda por dólares diminui, o preço geralmente diminui. Portanto, o que estaríamos vendo seria a desvalorização do dólar. Os Estados Unidos perderiam esse poder que têm agora, tendo a moeda mais utilizada a nível mundial”, prevê Janneth Quiroz.

Testes

Enquanto os EUa lutam para sair da crise econômica e de saúde relacionada ao avanço do coronavírus no país, a China já “venceu” a pandemia e começa a retomar as atividades comerciais locais.

No caso de sua moeda digital, as cidades de Shenzhen, Xiong’an, Chengdu e Suzhou, já estão realizando testes com o criptoativo.

Assim como funcionários do governo, comerciantes e população local selecionada pelo governo.

A tendência é que até o final de 2020 os testes ganhem mais corpo e passem a serem liberados para mais cidadãos.

Segundo fontes próximas ao Governo Central da China, a ideia é que o sistema todo esteja implantado até o final de 2021.

Porém, enquanto a China já realiza transações em tempo real com sua moeda digital os EUA ainda pretendem estudar o tema.

“Nós vamos trabalhar com tudo nisso…”, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell durante uma audiência no Congresso Nacional dos EUA no início do ano.

Segundo ele, a quantidade de dinheiro na economia dos EUA continua a crescer, portanto, sua abordagem é cuidadosa com relação à emissão de uma moeda digital.

“Ainda não decidimos fazer isso. Acho que há muitas perguntas a serem respondidas em torno da moeda digital para os Estados Unidos, incluindo questões cibernéticas, questões de privacidade, muitas alternativas operacionais se apresentam. Nós vamos trabalhar com tudo isso”, disse ele.

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