Traficante internacional de drogas apontado como Satoshi Nakamoto revela que vai minerar Bitcoin ao sair da cadeia

Apontado como um dos possíveis candidatos a ser o criador do Bitcoin, o traficante internacional de drogas e assassino, Paul Le Roux, está “de volta” a ativa.

Depois de ser condenado a 25 anos de prisão e de ter cumprido parte de sua pena, Le Roux disse ao juiz que, após sua saída da cadeia ele planeja voltar ao Bitcoin.

“Eu pretendo iniciar um negócio de venda e hospedagem de mineradores de bitcoin”, disse.

Mineração de Bitcoin

Embora preso, Le Roux demonstrou tem um amplo conhecimento sobre Bitcoin e seu código.

Ao Juiz declarou que pretende concorrer até mesmo com a Bitmain.

“Tenho um design personalizado para um chip ASIC que utiliza otimizações especiais no código ou algoritmo subjacente do computador conhecido como (‘SHA’). Eu obtive esse conhecimento sobre as propriedades matemáticas do SHA, enquanto trabalhava como programador de contratos na GCHQ em Londres no início dos anos 2000″, disse.

Segundo ele, seu projeto vai criar um chip de mineração muito mais rápido e potente.

“Essas otimizações me permitiram criar um design de chip ASIC e, portanto, mineradores ASIC, que têm uma ordem de magnitude mais rápida na mineração de bitcoin do que qualquer projeto atual. Para isso, planejo publicar meus conhecimentos e habilidades para um uso melhor e legal”, disse.

Satoshi era um criminoso?

Paul Calder Le Roux era um grande programador e adepto de teorias sociais próximas aos cypherpunks.

Le Roux trabalhou como programador contratado pela GCHQ, o equivalente da NSA no Reino Unido.

Além disso, Le Roux, conhecia de privacidade e sistemas de criptografia.

Como programador, tinha pelo conhecimento do hashcash de Adam Back e dos projetos de moeda virtual que rondavam o universo dos cypherpuks.

Assim, ele criou o E4M, um programa de software de criptografia de disco livre para Windows, em 1999

Le Roux também é um criador do TrueCrypt, ambos focados em criptografia, segurança, privacidade e, ambos construídos em C e C++.

Em um dos muitos passaportes que Le Roux possuía, ele usa o nome “Solotshi” – e esse é apenas o começo das curiosas coincidências.

Entre elas, quando Le Roux foi preso, Satoshi “saiu” da cena do Bitcoin alegando preocupação com autoridade e foco em outros projetos.

Programador vira assassino

Porém, em um roteiro digno de filme, Le Roux, além de ser um gênio da programação também era um gênio do crime.

Assim sua ficha criminal é extensa e envolve desde extração ilegal de madeira, mineração ilegal de metais preciosos, contrabando de ouro, acordos ilegais de terra, tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Segundo especulações, Le Roux teria criado o Bitcoin justamente como ferramenta de seus negócios.

Assim, ele poderia movimentar o dinheiro sem ser controlado pelo Estado e para qualquer lugar, de maneira anônima.

“A criptografia forte é o mecanismo com o qual combater essas invasões, preservar seus direitos e garantir suas liberdades na era da informação e além”, disse Le Roux em um dos lançamentos de seus softwares.

Craig Wright

Interessante notar que no caso de Paul Le Roux há também a sombra de Craig Wright.

Wright teria sido um dos funcionários de Le Roux em seus projetos de software.

Além disso, investigações aponta quem Craig teria sido um informante que ajudou a polícia a chegar e prende Le Roux.

Porém, não há confirmações das autoridade sobre a relação de ambos.

Paul Le Roux culpado

Se, por um lado há evidências sobre Le Roux como sendo o possível criador do Bitcoin o que não resta dúvida é sua participação como criminoso.

Le Roux já se declarou culpado de crimes que variam do tráfico de metanfetaminas à venda de tecnologia de armas para o Irã.

“O escopo e a gravidade da conduta criminosa do Sr. Le Roux é nada menos do que impressionante. Tenho diante de mim um homem que se envolveu em conduta de acordo com o vilão em um filme de James Bond ”, disse o juiz Abrahms, responsável pelo caso.

Como parte de seu acordo de cooperação com as autoridades, Le Roux admitiu ter ordenado pelo menos sete assassinatos nas Filipinas, incluindo o seqüestro e execução de uma imobiliária chamada Catherine Lee.

Após sua libertação, ele deve ser deportado para as Filipinas, onde enfrenta acusações relacionadas a um transporte de armas interceptado pelo governo em 2009.

“Em aproximadamente 2004, abri uma empresa criminosa de farmácias on-line nos EUA, a Rx Limited, e foi isso que me chamou a atenção de agentes federais”, escreveu Le Roux. 

Ele foi preso em uma operação armada orquestrada pela Administração de Repressão às Drogas dos EUA (DEA) em 2012.

Sua farmácia on-line era “um império criminoso global, tráfico de drogas, armas e violência”, descreveu a Wired.

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