Trader brasileiro compra Bitcoins ‘perdidos’ da extinta exchange Mt. Gox

O trader brasileiro Rômulo Nesi vem comprando os Bitcoins ‘perdidos’ da extinta exchange japonesa Mt. Gox, que faliu em 2014 depois de um hack de centenas de milhões de dólares. A notícia é do Portal do Bitcoin.

Segundo a matéria, Nesi enxergou uma oportunidade de negócio no espólio de BTCs daquela que foi uma das maiores exchanges do mundo. Ele também era um dos clientes da Mt. Gox, e com apoio de um escritório de advocaria percebeu que o processo da exchange pode ser uma oportunidade de investimento.

Trabalhando como Bitcoin desde 2012, de onde consegue a maior parte de sua renda com P2P e OTC, ele começou a comprar carteiras de investidores da Mt. Gox há dois anos.

Como noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a administradora da falência apresentou um processo de recuperação para a Mt. Gox.

Os investidores desfalcados não devem receber ressarcimento em Bitcoin (somente 14% dos clientes prejudicados), mas sim em moeda fiduciária. Os administradores da falência da exchange dizem que a maioria dos clientes decidiu esperar uma resolução para os Bitcoins “perdidos”. O trader brasileiro diz:

“Mas tem gente que precisa do dinheiro antes, ou já tá cansada de esperar. E não tem como tirar o dinheiro de lá amanhã, vai levar muito tempo ainda”

Ele explica que paga cerca de US$ 450 por BTC preso, em trâmites que duram em média quatro semanas para processar todos os documentos. No começo de 2014, quando a exchange anunciou seu fechamento, a cotação do Bitcoin era de US$ 500.

O trader sabe que as operações são de alto risco, mas confia em um desfecho positivo:

“Vai demorar uns anos, mas com certeza o governo [japonês] vai soltar. E por experiência esse ano o bitcoin vai fechar em uns US$ 30 mil a 40 US$ mil”

Outros players também compraram os Bitcoins da Mt. Gox recentemente, como a Fortress, um fundo norte-americano que oferece dinheiro em troca de ações em BTC na exchange japonesa.

A Mt. Gox foi, por anos, uma das maiores exchanges do mundo. Fundada em 2010 no Japão, ela chegou a negociar 70% do volume mundial em 2014. Em fevereiro daquele ano, 850.000 BTCs e US$ 28 milhões desapareceram da exchange depois de um ataque hacker, o que levou Justiça do Japão a decretar a falência da exchange.

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