Suspeito de matar líder da pirâmide financeira D9 é preso no Rio Grande do Sul

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou que prendeu, no sábado (09), dois suspeitos de matar um líder da D9 Clube de Empreendedores, empresa comandada por Danilo Santanta (Dubaino) e aponta como um dos maiores golpes com Bitcoin do Brasil que teria lesado milhares de pessoas em todo o Brasil.

Os suspeitos são acusados de executarem, de forma brutal, o ex-líder da D9, Maurício Antônio Pastorio Dalpiaz. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos são pai e filho e teria aplicado na suposta pirâmide e, sem conseguir reaver seus valores resolveram executar o ex-líder e divulgador do golpe.

Segundo a Polícia, os dois ex-investidores teriam ido até a casa de Dalpiaz para tentar reaver o valor aplicado, contudo, sem qualquer promessa de recebimento dos valores investidos, resolveram executar o líder da pirâmide financeira e jogar o corpo em um matagal.

Presos, pai e filho deram versões opostas sobre os motivos e como o ex-líder foi assassinado, porém, ambos confessaram o crime a agora, aguardam julgamento na prisão.

Antes de ser assassinado, líder também teria matado integrante da D9

Contudo, embora Dalpiaz tenha sido assassinado por ser um dos líderes da D9 e acusado de ter aplicado um golpe em diversos investidores no Rio Grande do Sul, ele também era acusado de ter executado um líder da D9, o marqueteiro da D9. Márcio Rodrigo dos Santos.

Santos foi morto, também de forma brutal, em 2018 e, embora seu corpo tenha sido encontrado carbonizado em um carro, a polícia sempre suspeitou que o caso não teria sido um acidente mas uma vingança de investidores da empresa.

Contudo, de acordo com investigações que eram conduzidas pelo Delegado Fernando Pires Branco, o agora morto, Maurício Antônio era um dos acusados da execução do antigo marqueteiro da D9.

A vítima Maurício, quando foi executado em janeiro, estaria novamente divulgando esquemas de pirâmide financeira, dessa vez a One Seven Company. Além disso, era investigado pelo homicídio de Márcio Rodrigo. O crime é uma atividade com fim trágico, e mostra mais uma vez que não compensa.

Maurício divulgava outro golpe

No entanto, apesar de ser apontado como um dos supostos assassinos de Márcio Rodrigo dos Santos, e de ter ajudado a D9 a aplicar um dos primeiros golpes com Bitcoin do Brasil, Maurício continuava no segmento das pirâmides financeiras e atuava como divulgador de um novo golpe, a One Seven Company.

A One Seven Company, assim como a D9, promete rendimentos garantidos por meio de supostas operações capazes de oferecer rentabilidade de até 4% ao dia.

Contudo nem a empresa e tampouco qualquer um de seus líderes ou organizadores possuem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado.

Dubaiano

Enquanto líderes da antiga D9 são assassinados e investidores amargam seu prejuízo, o fundador da empresa e principal articulador do golpe, segundo a Polícia Federal, o agora músico Danilo Santana, vive uma vida de luxo em Dubai, país no qual se apresenta como Dubaiano.

Santana que está foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e da Bahia é acusado de estelionato, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular, entre outros. O, agora músico, teria movimentado quase R$ 500 milhões de maneira ilegal, de acordo com a justiça.

“Danilo fez uma movimentação criminosa através de relacionamentos familiares. Valores volumosos, R$ 38 milhões, R$ 36 milhões, que transitaram em contas bancárias dessas pessoas no período em que o empreendimento buscava seus empreendedores por meio de recrutamento”, afirma o promotor de Justiça da Bahia Inocêncio de Carvalho Santana.

Contudo, nada disso impediu que Santana, em Dubai, iniciasse uma ‘nova vida’, agora como músico, supostamente com o dinheiro das pessoas que acreditaram em suas promessas e aplicaram valores na D9.

Mesmo incluído em uma lista de procurados da Interpol e com processo de extradição em andamento, Santana diz que deseja iniciar uma turnê de divulgação de seu álbum musical gravado com direito a superprodução e convidados, em uma praia de Dubai.

“A gente passou um período de praticamente um ano em laboratório e a gente selecionou a dedo essas 15 músicas”, afirma o investigado que adotou o nome artístico de Dubaiano.

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