Startup de ex-diretor do BTG Pactual quer ‘unir o Bitcoin e a Faria Lima’

A startup anglo-brasileira Parfin, que tem entre seus sócios um ex-diretor do BTG Pactual, está trabalhando para tornar o investimento institucional em criptomoedas mais acessível ao mercado financeiro.

Segundo matéria do jornal O Globo, a Parfin quer atuar na institucionalização do ecossistema de criptmoedas, oferecendo mais segurança para que empresas possam investir em Bitcoin e criptoativos.

Marcos Viriato, que passou uma década atuando pelo BTG em Londres, é um dos fundadores da startup e atual CEO. Segundo ele, a startup quer “unir o Bitcoin à Faria Lima” e tenta preencher uma lacuna que as exchanges não foram capaz de suprir:

“Existem mais de 200 exchanges no mundo, e as gestoras e family offices que querem operar criptoativos precisam estar conectados a várias delas. Nossa plataforma faz essa integração em um só lugar, tornando mais fácil a consolidação de um portfólio que estaria fragmentado. E ainda conseguimos oferecer um nível mais elevado de compliance nas transações desses ativos”

A Parfin foi criada em Londres no fim de 2019 e conta com o chileno Cristian Bohn e o brasileiro Alex Buelau como sócios também.

Com cinco clientes institucionais, a startup completou uma rodada de investimentos recentemente liderada pela Valor Capital Group – uma das investidoras da Coinbase. Também participaram da rodada a Alexia Ventures e a fintech paulista Vórtx.

Segundo Viriato, cerca de 10-15% da empresa foi vendida na rodada, que vai desbloquear a expertise da Valor Capital e das outras empresas no criptomercado para expandir sua base de clientes, hoje com cinco instituições – quatro delas brasileiras.

Entre as clientes brasileiras estão duas assets independentes e duas corretoras, que compram criptoativos em exchanges para negociar no mercado local. Apesar de mirar nos mercados do Brasil e da Europa, o empresário destaca também o mercado de bancos digitais, que têm grande apelo entre a geração Millenial – assim como os criptoativos:

“Já começamos a conversar com alguns bancos digitais. Ainda existem algumas questões regulatórias a serem resolvidas, mas isso será, sem dúvida, uma realidade no Brasil já no curto prazo. Em agosto do ano passado, o PayPal fez uma carteira cripto para seus clientes finais. A oportunidade é enorme”

Um documento recente do banco Citi citou a startup, destacando-a como uma das poucas participantes da área de custódia e pós-negociação, colocando-a ao lado de outras startups e do banco mais antigo dos EUA, o BNY Mellon, que anunciou custódia de criptomoedas recentemente.

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A plataforma da Parfin tem o objetivo de reunir todos os players da negociação institucional de criptomoedas, desde bolsas até custodiantes, oferecendo todos os serviços em uma só API para as gestoras que são suas clientes, seguindo todas as normas de compliance e segurança.

A empresa espera uma nova rodada de investimentos de Série A para o fim de 2021.

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