A controladora da exchange brasileira Mercado Bitcoin, 2TM, anunciou que levantou US$ 200 milhões em rodada de investimentos Série B liderada pelo Softbank, elevando a avaliação da exchange em US$ 2,1 bilhões.

A rodada de investimentos Série B tornou-se a maior do tipo na história da América Latina e foi o segundo maior aporte de investimentos do Softbank na região, atrás apenas da aquisição da gestora Hashdex.

Segundo o Brazil Journal, os investidores principais da 2TM, GP Investimentos e Parallax Ventures, não participaram da rodada de investimentos e estão “sendo diluídos”.

Gustavo Chamati, cofundador da 2TM, disse que o aporte do Softbank, para além do capital investido, traz “um acesso à informação e um conhecimento muito grande” para a empresa.

A 2TM preparava-se também para lançar um IPO enquanto negociava com fundos e investidores para uma nova rodada de financiamento. O capital levantado deve ser destinado aos planos de internacionalização da empresa:

“Queríamos fazer isso há algum tempo, mas esse investimento vai permitir fazer as duas coisas juntas: construir o mercado aqui e ir para outros países”

Os planos para a Mercado Bitcoin incluem expansão para Argentina, México, Chile e Colômbia. Curiosamente, na Argentina e no México a exchange vai brigar com dois players dominantes que entraram no mercado brasileiro nos últimos anos: a Ripio, que domina o mercado argentino com 1,3 milhão de clientes, e a Bitso, dominante no México.

No Brasil, a exchange buscará fomentar o mercado institucional, que ainda não ganhou muito espaço no criptomercado:

“Precisamos primeiro desenvolver times capazes de atender esse cliente, de educá-los sobre a nossa oferta de ativos. Mas tem uma frente que é muito relevante, que é a custódia. O institucional não topa investir sem a segregação de risco de ter uma custódia separada”

O banco digital da MB, o MeuBank, também deve ganhar aceleração, assim como a MBDA Digital Assets, destinada à tokenização de ativos, e o braço educacional Blockchain Academy.

A Mercado Bitcoin responde por 90% da receita da 2TM, que quer pulverizar a receita. Em 2020, o volume transacionado foi de R$ 6,5 bilhões, mas em 2021 a exchange já movimentou incríveis R$ 25 bilhões, montante maior do que tudo que passou pela exchange de 2013 a 2020.

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