Rolezinho de Jeff Bezos no espaço mostra que exploração espacial pode ser o novo Bitcoin, o investimento de maior retorno da década

No dia 20 de julho o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, foi ao espaço a bordo de uma nave construída por sua própria empresa, a Blue Origin, voltada ao setor aeroespacial.

Mas ele não é o único tirando proveito do “turismo espacial”. Ainda neste mês, no dia 11 de julho, Richard Branson trocou o almoço por uma uma viagem de ida e volta ao espaço no foguete de sua própria companhia aeroespacial, a Virgin Galactic.

O fundador da Virgin Group, controlador de 400 empresas, se tornou o primeiro astronauta comercial oficial do mundo inaugurando também um mercado bilionário que está se formando.

Segundo dados levantados pela Stake, plataforma que conecta pessoas de diferentes países ao mercado de ações americano, ocupando o 9º lugar entre as 10 ações americanas mais compradas pelos brasileiros em maio, estão as ações da Virgin Galactic, que subiram 30%.

No ranking geral do primeiro semestre de 2021 a empresa ocupa a 7º posição, marcando de vez sua posição

Segundo Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake, as ações da Virgin Galactic têm tido um grande volume de negociações entre brasileiros na plataforma, no entanto, ao verificar o saldo das operações, poucos mantiveram as ações na carteira.

“Notamos que tal comportamento indica que a procura foi feita por traders que buscavam lucros de curto prazo, se aproveitando da volatilidade da companhia. Porém, se analisarmos o comportamento dos investidores do ETF Ark Space Exploration (ARKX), do mesmo setor, vemos que há um volume duas vezes maior em compras do que em vendas, o que indica que quem compra este ativo está apostando no setor para o longo prazo”, avalia Lima.

Ainda segundo Lima, o espaço é a fronteira final e, historicamente, a exploração de fronteiras sempre ofereceu excelentes retornos.

“Basta lembrar que a Companhia das Índias Ocidentais foi durante várias décadas a maior companhia do mundo. No entanto, os riscos sempre são muito elevados, com o próprio Elon Musk comentando que acredita que haverá perda de vidas no processo e é difícil saber quem será o ganhador dessa corrida. Além disso, o investidor precisa se atentar para o horizonte temporal: desde a década de 1950 a humanidade tem progredido muito na exploração espacial, sem que isso se traduza em lucro para os exploradores. É importante lembrar que se o espaço é o futuro, ele ainda pode ser um futuro distante”.

Exploração Especial pode ser o novo Bitcoin

Desde sua criação em 2009 o Bitcoin (BTC) vem apresentando um crescimento exponencial em seu valor e já se tornou, de longe, o melhor investimento dos últimos 10 anos.

Desta forma, a criptomoeda que tinha um valor de centavos de dólares em seu início, no momento da escrita está avaliada em mais de US$ 30 mil uma alta de mais de 15.000%

Porém para Sailesh Ramakrishnan, cientista que trabalhou na Nasa durante anos, as oportunidades que estão se abrindo na exploração espacial trarão retornos muito maiores e mais exponenciais que o Bitcoin.

Isso porque, segundo ele, a exploração espacial vai, literalmente, mudar tudo que pensamos, fazemos ou interagimos com o nosso planeta. Segundo Ramakrishnan a exploração espacial vive seu momento de ‘startup’ em expansão e, com isso, oportunidades únicas de investimento estão surgindo.

“Quando eu trabalhava na Nasa, qualquer coisa relacionada ao espaço custava extremamente caro. Apenas governos nacionais conseguiam financiar estes projetos. Mas desde então aconteceu a mesma coisa que ocorreu com os computadores, a revolução da internet e eventualmente a migração para a nuvem”, afirmou.

De modo geral, o setor de turismo espacial está se firmando no mercado.

A Virgin Galactic, por exemplo, se posiciona como uma empresa de turismo, que quer levar as pessoas para conhecer o espaço. Já a SpaceX se posiciona como uma companhia de transporte, com o objetivo de colonizar Marte.

“Ainda é cedo para afirmar quem irá ganhar essa corrida espacial, por isso ao invés de apostar em uma companhia em específico, pode ser mais interessante para o investidor contar com a segurança e diversificação de um ETF que capture os ganhos do crescimento do setor como um todo”, recomenda Rodrigo Lima da Stake.

Investir em quem vende picareta

Já para Ramakrishnan, como a exploração espacial vai ampliar os limites da humanidade para algo nunca visto, ele reforça que o retorno dos investimentos no setor também podem ser ‘astronômicos’ e recomenda investir em quem vende a ‘picareta’ para os exploradores espaciais.

“Há um ditado que diz que em uma corrida do ouro você não deve investir nos mineiros, mas sim em quem vende as picaretas e pás. Nesta corrida do ouro o espaço ainda é um negócio de alto risco, não importa como você analise. Mas o que tem risco menor são os componentes. Esta é uma oportunidade de investimento única, investir nas picaretas e pás que suportam estas operações”.

Segundo ele, esta aceleração terá um grande impacto em nossas vidas e vai mudar toda a humanidade.

“Tudo o que faremos terá algum componente do espaço, ele irá tocar todas as partes de nossas vidas. Todas as transações que serão feitas passarão pelo espaço. Tudo o que você pode imaginar vai mudar. E vai mudar porque esta aceleração da exploração espacial está acontecendo muito rapidamente, como a internet. É uma transformação como ela, mas ainda mais rápida”, afirmou.

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