Precisando de emprego: Veja as profissões em TI no Brasil que estão ‘bombando’ mesmo na pandemia

Enquanto milhares de pessoas em todo o Brasil estão perdendo empregos por conta das medidas de quarentena visando impedir o avanço do coronavírus outros profissionais e profissões parecem não ter sentido os efeitos da crise e continuam sendo requisitadas por empresas em todo o país, conforme levantamento feito pelo Page Group, empresa mundial especializada no recrutamento de pessoas.

Entre as profissões que continuam em alta apesar das medidas restritivas estão aquelas ligadas a área de tecnologia da informação que ao invés de demitirem funcionários estão contratando em plena crise.

“Com a pandemia, muitas empresas encerraram ou congelaram posições. Em tecnologia, principalmente em empresas de áreas como saúde e comércio eletrônico, vimos o crescimento das contratações em setores estratégicos como rede, infraestrutura e segurança digital”, comenta Luana Castro, gerente da área de TI da Michael Page e Page Personnel.

Para cargos de base em TI, como desenvolvedores e engenheiros de software, a especialista observa uma momentânea desaceleração nas contratações em empresas que não tem o setor de inovação diretamente ligado ao faturamento do negócio, “Empresas que são plataformas digitais, como as ligadas ao comércio eletrônico e a mobilidade e logística, continuam contratando”, disse ela.

Levantamento feito pelo Cointelegraph também mostra que a indústria cripto/blockchain continua contratando apesar da crise. Somente na Binance são mais de 100 vagas de emprego aberta, inclusive para o Brasil. Mercado Bitcoin e Ripple também estão contratando, mostrando que profissionais na área também não sentiram, ainda, os efeitos da pandemia em seus empregos.

Confira os seis profissionais mais demandados no momento, segundo o Page Group:

O que faz: Administra solicitações, problemas e mudanças, analisa chamados, realiza testes e identifica a solução de problemas. Instala e presta assistência aos sistemas operacionais e técnicos.

Salário: de R$ 4 mil a R$ 6 mil

Perfil: Conhecimento em tecnologia em geral, infraestrutura e redes. Atenção, comunicação e disponibilidade são competências comportamentais importantes para o cargo. O inglês avançado na maioria dos casos é um grande diferencial.

Motivo para alta: Diante do cenário atual, muitas empresas que ainda não possuíam política de home office, tiveram que migrar rapidamente para o modelo e não estavam preparadas para toda uma operação trabalhando de forma remota. Surge uma alta demanda de chamados, adaptação de bugs e atendimento aos usuários – que com a distância, acabam precisando de suporte muitas vezes durante o trabalho.

O que faz: profissional atua dentro do time de segurança cibernética e, apesar de ter diferentes enfoques dependendo do segmento da empresa, de forma genérica, é responsável pela análise de ataques, planejamento e execução de ações de contenção e recuperação de ambientes afetados.

Salário: de R$ 7 mil a R$ 11 mil

Perfil: profissionais que possuam conhecimento em soluções de segurança, sistemas operacionais, bancos de dados e redes.

Motivo para alta: o movimento de contratação desses profissionais já estava em alta diante da implantação da LGPD no Brasil em 2020. Com a chegada da pandemia e a mudança rápida para modelo de home office, as empresas que ainda não estavam preparadas no que se refere a processos de segurança da informação, sofrem com ataques e fraudes. As empresas aceleraram as buscas a fim de evitar eventuais fraudes e/ou perda de informações sigilosas.

O que faz: responsável por suportar e garantir o funcionando dos softwares, sistemas e toda a infraestrutura de redes de uma empresa, incluindo servidores e bancos de dados de projetos e/ou sistemas existentes na empresa.

Salário: de R$ 8 mil a R$ 12 mil

Perfil: importante que o profissional tenha experiência em operações com redes de dados e/ou afins, além de administração de infraestruturas em geral (ou específica de cada empresa). Experiência com implantação de projetos e certificações são diferenciais.

Motivo para alta: diante do cenário de Covid-19, centenas de empresas tiveram que migrar rapidamente para o home office e, assim, aumentou-se a necessidade de profissionais especializados em Infraestrutura e Redes com o intuito de suportar todos os acessos remotos com acesso à internet e sistemas remotamente. Além disso, segmentos que são considerados de missão crítica, como saúde, comércio eletrônico e mercado financeiro exigem mais atenção ainda à qualidade dos acessos para que nada saia do ar e atrapalhe as operações diárias.

O que faz: propõe soluções de arquitetura para infraestrutura de TI em nuvem, observando aspectos como conectividade, segurança, fluxo de dados e continuidade.

Salário: de R$ 14 mil a R$ 19 mil

Perfil: experiência e conhecimento em cloud computing, arquitetura híbrida para serviços e arquitetura de datalake e banco de dados distribuídos são os conhecimentos mais procurados.

Motivo para alta: As empresas tiveram que correr contra o tempo para se adaptarem a um novo formato de trabalho em home office, com isto, muitos projetos de transformação digital e migração de sistemas para cloud que já estavam sendo analisados, foram agilizados. Os especialistas em Cloud (geralmente com foco em AWS ou Azure) apoiam as companhias na sustentação saudável da operação remota e garante que todos os sistemas em cloud funcionem bem e não atrapalhem o dia a dia da operação.

O que faz: profissional focado em ciência de dados e engenharia de dados com o objetivo de prover insights e informações para definição de estratégias de negócio para direcionamento das decisões das companhias.

Salário: de R$ 19 mil a R$ 29 mil

Perfil: formação acadêmica em exatas como Matemática, Estatística e Física são diferenciais, além de experiências com BI, Analytics e Engenharia de dados.

Motivo para alta: um dos perfis mais requisitados do mercado, independente do segmento, continua em alta. No novo cenário, os profissionais focados em trazer inteligência e estratégia para as companhias são ainda mais desejados, uma vez que podem ajudar as empresas a encontrar o melhor caminho de operação em um cenário de incerteza. Análise inteligente dos dados nunca foi tão importante e ajuda ainda mais as empresas a se direcionarem no cenário de pandemia e crise econômica.

O que faz: profissional responsável por liderar a área de segurança da informação e segurança cibernética, entendendo necessidades do negócio e implementando ações e políticas de segurança, assim como implantar ferramentas, estratégias e metodologias que envolvam a proteção de dados e informações da companhia.

Salário: de R$ 25 mil a R$ 35 mil

Perfil: os profissionais desta área em geral possuem histórico de tecnologia e estudos e conhecimentos em políticas de governança, gestão de segurança da informação, riscos e auditoria.

Motivo para alta: profissionais já em alta desde meados de 2019, as empresas vinham agilizando as buscas por profissionais executivos com alto nível de conhecimento em segurança da informação e crimes cibernéticos. Com a pandemia, muitas empresas aproveitam o cenário para buscarem os melhores profissionais do mercado, evitarem crises de fraudes e vazamento de informações e já aproveitam para preparar a empresa para uma possível transformação digital e consequentemente desenho de novas políticas e processos de segurança.

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