Policiais caem em golpe de pirâmide financeira liderado por “trader” e perdem R$ 500 mil

Quatro policiais civis foram vítimas de uma fraude financeira que pode ter movimentado mais de R$ 500.000 em Brasília – DF. De acordo com o Metrópoles, o golpe é conhecido como um pirâmide financeira e era administrado por um grupo de advogados.

No total, pelo menos dez vítimas caíram no golpe que movimentou meio milhão de reais, incluindo o grupo de policiais. Os investidores eram atraídos pelo esquema com a promessa de lucro de até 12% ao mês.

Investigados pela Polícia Civil de Brasília – DF, o grupo de advogados prometiam investimentos no mercado financeiro sem qualquer relação com criptomoedas como o Bitcoin.

Policiais caem em fraude em Brasília – DF

Quatro policiais civis estão entre as vítimas de um golpe de pirâmide financeira mantido por um grupo de advogados. Além dos policiais, outras seis pessoas fazem parte dos investidores que perderam mais de R$ 500.000 com o esquema, sendo que a maioria deles são servidores públicos lotados em Brasília – DF.

Segundo o Metrópoles, um inquérito sobre a pirâmide financeira está sendo apurado pelo setor de Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf).

A denúncia sobre o golpe foi publicada neste domingo (14), porém, os investimentos das vítimas aconteceram durante oito meses, entre agosto de 2019 e abril de 2020.

Trader liderava esquema que não tinha criptomoedas

O advogado Glauber Melo Nassar é apontado como o operador do esquema de pirâmide financeira que fez quatro policiais civis entre as vítimas que perderam dinheiro.

Considerado “trader” no mercado financeiro, o advogado de 38 anos prometia retornos de 10% ao mês para as vítimas que caíram no golpe. Para dar legitimidade ao esquema um contrato era assinado entre as partes, contou as vítimas em depoimento à Polícia Civil.

A fraude denunciada em Brasília – DF não envolvia investimentos em criptomoedas. Segundo as vítimas, Glauber Melo Nassar dizia que o dinheiro seria aplicado na Bolsa de Valores.

No entanto, o dinheiro recebido pelo advogado não era utilizado para a compra de ações conforme prometia, sendo usado então para sustentar a “pirâmide financeira”, aponta as investigações sobre o caso.

A base do esquema era mantida por um grupo de advogados que era responsável por trazer novos investidores para o negócio. Um dos policiais civis perdeu R$ 238.000 com o golpe.

O escrivão conta que investiu no negócio entre junho e novembro de 2019, sendo que parte do dinheiro foi adquirida através de empréstimo com a mãe dele. O policial explica ainda que o retorno prometido pelo advogado para investimentos superiores a R$ 100.000 correspondia a 12%.

Outro policial que participou da pirâmide financeira diz que perdeu R$ 98.000 após investir durante seis meses no esquema. Ele conheceu o líder do negócio através de indicação de amigos e não recebe o lucro do investimento desde abril de 2020.

Os pagamentos começaram a atrasar no momento em que a “pirâmide financeira” tornou-se insustentável. Sem dinheiro para devolver aos investidores, o líder do negócio começou a apresentar desculpas, segundo as vítimas.

Inicialmente, o anúncio do fim do esquema foi anunciado, sendo que Nassar prometeu a devolução dos investimentos acrescidos de lucro para os investidores. 

Sem cumprir o pagamento, um dos policiais fala que o advogado dizia acompanhar a mãe em um hospital como motivo para não realizar o pagamento do dinheiro investido.

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