Polícia prende quadrilha em SP que roubava dados de empresários e depois pedia resgate em Bitcoin

A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma quadrilha que cometia extorsão pela internet pedindo resgates em Bitcoin. Segundo o G1, onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Peregrino.

Os suspeitos invadiam contas de empresários através de um ataque hacker em busca de informações sigilosas. Após a invasão, a quadrilha então pedia Bitcoin para não expor a vítima e divulgar os dados roubados.

Em um dos casos, os suspeitos pediram R$ 2 milhões em Bitcoin para um advogado que teve contas invadidas pela quadrilha. Com a Operação Peregrino, pelo menos um dos integrantes do esquema foi preso. Além disso, seis pessoas prestaram depoimentos por envolvimento com o golpe que pedia Bitcoin.

Operação Peregrino mira em quadrilha que pedia Bitcoin

Uma quadrilha que cometia extorsão pela internet foi desarticulada nesta quarta-feira (15). O esquema invadia contas de e-mails das vítimas em busca de informações que podem ser usadas no crime de extorsão.

A Operação Peregrino foi comandada pelo Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) e contou com trinta policiais e 14 viaturas que foram utilizadas para cumprir os mandados de busca e apreensão.

Como alvo, a quadrilha atingia empresários e grandes empresas que foram vítimas do esquema. De acordo com a investigação, os acusados invadiam até e-mails empresariais em busca de informações.

Segundo a investigação policial sobre o caso, uma movimentação suspeita de contas bancárias na última terça-feira (14) chamou a atenção das autoridades. A quadrilha acessou 60 vezes uma agência bancária em apenas um dia.

Os suspeitos foram encaminhados pela Operação Peregrino para a Delegacia de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo – SP. Entre as vítimas do golpe de extorsão com Bitcoin está um advogado de um grande escritório de advocacia que não teve o nome revelado.

R$ 2 milhões em criptomoedas

Os acusados foram monitorados por vários meses de investigação antes da Operação Peregrino ser deflagrada. A delegada Ivalda Aleixo fala que as investigações sobre o caso foram iniciadas no final de 2019, após a denúncia do advogado atacado pela quadrilha.

Para encontrar a quadrilha que pedia “resgate em Bitcoin”, as autoridades solicitaram a quebra de sigilo telefônico e bancário dos suspeitos.

Com os onze mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil encontrou 200 chips telefônicos que eram utilizados pela quadrilha na prática do golpe. Telefones celulares e computadores também foram apreendidos pelos policiais.


Polícia Civil apreendeu chips, celulares e computadores (Reprodução/G1)

O e-mail do advogado foi invadido e informações pessoais foram roubadas pelos investigados pelo crime de extorsão. Através de chantagem, a vítima fala que a quadrilha pediu R$ 2 milhões em Bitcoins (BTC) para não divulgar nenhum dado roubado.

Contudo, não foi informado se o advogado pagou o valor solicitado pelos criminosos. Considerando a cotação atual da criptomoeda no mercado, o pedido de “resgate em Bitcoin” de R$ 2 milhões corresponde a mais de 41 unidades de (BTC).

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