Pagamentos digitais se fortalecem na pandemia e põem uso do dinheiro físico em xeque

Enquanto países e bancos centrais tentam conter os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus, o uso de pagamentos digitais têm disparado durante a crise, fortalecendo fintechs e levantando questões sobre a existência física do dinheiro e suas formas digitais.

Segundo O Jornal Económico, de Portugal, as principais soluções de pagamentos digitais do país dispararam durante a crise e fortaleceram as fintechs do país.

O MB Way, rede bancária de pagamentos digitais portuguesa pertencente à empresa de soluções bancárias Multibanco, já acumula 2,4 milhões de usuários em uma população de 11 milhões, enquanto o banco digital inglês Revolut chegou a meio milhão de clientes.

Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS, gestora do Multibanco, aposta na “desmaterialização do dinheiro”:

“Os pagamentos acompanham as tendencias de digitalização, nomeadamente, a liberdade de serem efetuados em qualquer lugar e a qualquer momento. Durante este período, foram criadas pelo Governo medidas legislativas no sentido de facilitar e fomentar a utilização de meios eletrónicos de pagamento”

Enquanto os pagamentos digitais dispararam em Portugal, pagamentos com cartões de crédito e débito tiveram redução “sem precedentes”. O administrador do Banco de Portugal, Helder Rosalino, diz na matéria que os pagamentos com cartão caíram 30%.

Na América Latina, segundo a Visa, a adoção dos pagamentos digitais e a busca pro criptomoedas como meio de hedge também dispararam.

No Brasil, as fintechs de pagamentos digitais também têm se fortalecido. Bancos digitais como Nubank e Inter têm adotado medidas para estimular o crédito e ampliar suas soluções de pagamento. Já o app digital PicPay passou dos 20 milhões de usuários no país, projetando R$ 30 bilhões em transações no ano.

Além disso, uma lei proibiu o uso de dinheiro físico no pagamentos de apps de transporte, supostamente para conter a contaminação.

As principais nações e empresas do mundo também não passam incólumes pelas soluções de pagamentos digitais e até a adoção de moedas digitais.

A China prepara a implantação de sua CBDC, uma moeda digital nacional que será testada em breve em grandes províncias do gigante asiático. Nos Estados Unidos, autoridades apelam para a adoção de um dólar digital para facilitar pagamentos no mundo pós-pandemia. A Europa também faz testes para a adoção do Euro Digital, como noticiou o Cointelegraph.

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