Operação da Polícia Federal atinge ‘ancap’ Allan Santos, do Terça Livre, por atos contra o STF

Uma mega operação da Polícia Federal foi iniciada na manhã desta terça-feira (16) e tem entre seus alvos o ancap Allan Santos, do Terça Livre.

Em seu blog entre os temas ligados ao Anarcocapitalismo, Santos também já defendeu a adoção do Bitcoin e das criptomoedas, caracterizando a invenção dos criptoativos como positiva.

Polícia Federal

Contudo a ação da PF tem como foco principal o publicitário Sérgio Lima e o empresário Luís Felipe Belmonte.

Segundo a  PF os dois são apontados como responsáveis por difundir atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, são 21 mandados, e os alvos estão em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina.

Operação Lume

Batizada de Operação Lume, o objetivo da ação é levantar provas sobre a organização dos atos e sobre quem os financia.

Entre os alvos da operação estão, segundo o G1:

  • Sérgio Lima: publicitário que atua junto com Bolsonaro na construção do partido Aliança pelo Brasil, ainda não formalizado. Segundo o jornal “O Globo”, ele foi o responsável pelo logotipo, pelo site e pelo aplicativo de coleta de assinaturas da legenda encabeçada pelo presidente
  • Daniel Silveira (PSL-RJ): deputado federal aliado do presidente Jair Bolsonaro. Junto com o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), quebrou placa criada em homenagem da vereadora Marielle Franco durante comício de Wilson Witzel, então candidato a governador do Rio de Janeiro, em 2018
  • Allan Santos: blogueiro, é apoiador de Bolsonaro e um dos fundadores do site “Terça Livre”
  • Alberto Silva: também é blogueiro ligado a Bolsonaro e atua no canal “Giro de Notícias”.
  • Adilson Dini: youtuber bolsonarista do canal Ravox Brasil
  • Otavio Fakhoury: investidor do setor imobiliário, um dos fundadores do partido Aliança e colaborador do site conservador “Crítica Nacional”. Foi alvo de mandados também em operação no inquérito das fake news, no fim de maio

Antes da operação, na segunda-feira (15), a extremista Sara Giromini foi presa em uma ação dentro do mesmo inquérito.

Terça Livre

Por diversas vezes o terça livre, comandado por Allan Santos, falou sobre Bitcoin.

Em uma delas, o convidado foi o filósofo libertário Paulo Kogos.

No programa, Kogos destacou as potencialidades do Bitcoin e reforçou que o BTC pode ser usado como uma ferramenta contra a censura do estado.

 “Eu vejo no Bitcoin uma possibilidade de renascer o comércio global sem o estado, driblando por exemplo sanções que um país aplica sobre o outro (…) Eu acho isso saudável pois isso não só tira o poder do estado e dos bancos centrais, mas também tira o poder dos grandes blocos, da ONU, da comunidade internacional (…) o que é excelente porque nos afasta de um estado mundial e que as soberanias do países possa ser melhor defendidas”, destacou.

Kogos também sugeriu que embora no Brasil seja obrigatório, pela Receita Federal, declarar a posse de criptomoedas ao regulador as pessoas não devem declarar seus Bitcoins aos organismos federais que tentam controlar as criptomoedas.

“Hoje existe alguns palhaços por ai, falando para declarar o Bitcoin (…) eu acho que é questão de tempo para o estado ter mais controle sobre as transações com Bitcoin (…) Bitcoin é uma ferramenta deflacionária que atua como uma reserva de valor e em vez de depender do banco central que absolutamente sempre acaba tirando o dinheiro das pessoas que poupam o bitcoin vai permitir que as pessoas salvem para si o valor de seu trabalho e aí possam fazer outras coisas no sentido de se libertarem”, disse.

Ainda no programa o filósofo destacou que não acredita que o Bitcoin possa acabar com os bancos e acha que isso não vai acontecer

“Eu não acho que isso vai acontecer e não acho isso necessário porque os bancos são setor importante da economia e as pessoas precisam dos bancos o que não pode acontecer é os bancos se tornarem instituições poderosas que possam controlar a política como acontece agora”, afirmou.

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