Simon Peters, analista de mercado da eToro que disse em uma reportagem recente da Bloomberg que, nos próximos 18 meses, o Bitcoin (BTC) será negociado entre US$ 20.000 e US$ 50.000.

No dia 13 de março deste ano o mercado de criptomoedas sofreu o que ficou conhecido como a “Black Thursday” das criptos. Neste dia o Bitcoin caiu de US$ 8.000 para US$ 3.700 em apenas alguns minutos.

Desde lá, o Bitcoin vem recuperando seu valor e ontem atingiu novamente a resistência de US$ 10.000. Curiosamente, este é um nível de preço em que o BTC foi negociado apenas por 5% do tempo de sua história.

Apesar de já ter recuperado sua queda de preço, as novas medidas econômicas impostas por bancos centrais de todo o mundo tem deixado analistas de criptomoedas bem otimistas em relação ao Bitcoin frente a um possível cenário de inflação.

Os analistas que compartilham esse sentimento incluem Mike Novogratz, da Galaxy Digital, Raoul Pal, da Real Vision, e Dan Morehead, da Pantera Capital – todos os ex-traders institucionais que migraram para as criptomoedas.

O analista da eToro, Simon Peters também está otimista e acredita que o Bitcoin pode atingir US$ 50.000 nos próximos 18 meses:

“Especialmente em um ambiente de QE ilimitado e com potencial para taxas de juros negativas.”

QE (de “Quantitative Easing”)  é uma política monetária pela qual um banco central de um país compra títulos do governo ou outros ativos financeiros para injetar dinheiro na economia e expandir a atividade econômica.

Para Peters, a impressão de dinheiro por governos de todo o mundo torna o ativo digital atraente para investidores que querem fugir da inflação.

Somente o Federal Reserve (p Banco Central dos EUA) adicionou mais de US$ 2 trilhões ao seu balanço nos últimos dois meses, enquanto a Casa Branca assinou acordos com trilhões de dólares em estímulos.

Segundo analistas, esta tendência macroeconômica pode impulsionar rapidamente o valor de um ativo escasso e descentralizado como o Bitcoin. 

Como Novogratz explicou em uma recente entrevista:

“Temos QE sobre QE em todo o mundo, não apenas nos EUA. […] Por outro lado, o halving do Bitcoin é basicamente um ‘aperto quantitativo’. Então você tem esse ponto de exclamação na história de um ativo escasso.”

Essa narrativa já ganhou força fora dos círculos de analistas e investidores de criptomoedas.

Elon Musk, fundador da empresa de carros elétricos Tesla, disse na semana passada que a “emissão massiva de moeda” por governos e bancos centrais está fazendo o Bitcoin parecer uma boa alternativa:

“A emissão massiva de moeda pelos bancos centrais esta fazendo o dinheiro do Bitcoin parecer sólido em comparação.”

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