Mulheres que querem entrar em um espaço dominado por homens como o de criptomoedas e blockchain podem encontrar um caminho através de projetos de tokens não fungíveis, de acordo com a fundadora e apresentadora do Women in Blockchain Talks, Lavinia Osbourne.

Embora a pandemia em curso tenha causado problemas financeiros à população de diversos países – seja por perder o emprego, ser incapaz de ir fisicamente a bancos e lojas, ou devido a outros obstáculos – Osbourne disse à Cointelegraph que a calamidade pode ter aproximado muitas mulheres do universo de criptomoedas e blockchain, uma vez que elas foram forçadas a buscar carreiras alternativas. Ela disse que a cobertura da mídia e a ascensão dos tokens não-fungíveis, ou NFTs, tornaram as criptomoedas “mais evidentes” para muitas pessoas no campo das artes e de outras indústrias criativas.

“As pessoas olham para os NFTs e pensam: como ‘é diferente – eu realmente não entendo esta tecnologia’”, disse Osbourne. “Quando ouvem todas essas histórias sobre pessoas que ganham dinheiro com NFTs, pensam: ‘como posso me envolver?’ Acho que os NFTs têm potencial para atrair novas pessoas para o espaço.”

Embora Osbourne provavelmente estivesse se referindo a homens e mulheres de todas os espectros sociais, sua afirmação parece se apoiar na popularidade de um projeto de NFT lançado recentemente pela atriz Mila Kunis, estrela do That ’70s Show e de Family Guy. A atriz disse que se interessou por criptomoedas durante a pandemia, e notou que se tratava de uma “ambiente muito masculino”. Recentemente, ela idealizou o projeto NFT Stoner Cats, estrelado por nomes proeminentes de Hollywood e do universo cripto, incluindo o co-fundador do Ethereum Vitalik Buterin. O projeto vendeu 10.420 NFTs em menos de 35 minutos no início desta semana, e disponibilzou seu primeiro episódio alguns dias depois.

Osbourne disse que embora os NFTs possam ser uma boa porta de entrada, ainda há o problema da sub-representação feminina nas empresas de criptomoedas e blockchain. As mulheres são 34% do contingente de trabalhadores da indústria de tecnologia, mas apenas 12% trabalham em empresas de blockchain, de acordo com a fundadora do Women in Blockchain Talks. Ela quer ajudar a preencher essa lacuna com uma campanha “para mostrar às mulheres que tecnologia, blockchain e ciência podem ser um espaço para elas.”

“Se as mulheres quiserem ter uma carreira que tenha alguma longevidade, elas precisam olhar para esses espaços”, disse Osbourne. “Tradicionalmente, esse tem sido um ambiente predominantemente masculino, e não tem havido muitos esforços para minimizar isso.”

Ela completou:

“Se quisermos trazer mais mulheres, precisamos chamar a atenção para essas mulheres, assim outras mulheres poderão vê-las e se sentirão confortáveis em saber que este espaço é delas também.”

Como parte dessas metas, Osbourne está trabalhando para trazer 50.000 mulheres para a blockchain até 2023. A campanha incentiva as mulheres a se aproximarem para aprender mais sobre os benefícios – financeiros e pessoais – de entrar no espaço.

A editora-chefe do Cointelegraph, Kristina Cornèr, estará ao lado de Osbourne no segundo aniversário das Women in Blockchain Talks em setembro.

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