Moeda digital da China pode ser usada no comércio com o Brasil, aponta especialista

Enquanto a China adota uma posição ambígua com relação ao bitcoin e as criptomoedas o país avança nos planos de sua moeda digital.

A criptomoeda estatal da China, chamado, por enquanto de  “DC/EP” vem avançando em seus testes e além de funcionários do governo, comércios e mais de 4 regiões do país já realizam testes com a moeda digital.

Embora o governo não tenha divulgado um prazo para disponibilizar o ativo digital para todo o país, especialistas apontam que ele deve estar totalmente implementado até o final do ano que vem.

A iniciativa chinesa é parte da estratégia do governo de liderança no campo digital e uma resposta direta a digitalização da economia que no país hoje é dominada por duas empresas WeChat e Alipay.

Brasil e China

Contudo, segundo especialistas o uso da moeda digital não deve ficar restrito a China.

Esta é opinião da vice-diretora de análises econômicas do Grupo Financeiro Monex, Janneth Queiroz Zamora.

“Como as economias estão tão estreitamente relacionadas, não me pareceria estranho que outras economias, como o Brasil, que tem um elevado nível de integração com a China, possam começar a utilizar esta moeda para realizar transações internacionais”, avaliou.

O Cointelegraph tentou contato com o Banco Central do Brasil para comentar o tema, contudo não obteve resposta até o momento.

Porém, segundo fontes próximas ao BCB, a instituição vem acompanhando de perto os movimentos da China e inclusive possui um grupo de estudo sobre CBDC.

Enquanto isso

No entanto, enquanto as transações com um “Real” digital não chegam ao Brasil o BCB foca em implantar o PIX, sistema de pagamentos instantâneos e o Open Banking.

Os dois sistemas, que devem estar funcionando operacionalmente até novembro, são as principais respostas do BCB a digitalização da economia.

Ambos tem sido amplamentes defendidos pelo Presidente do BCB, Roberto Campos Neto.

“Eu acho que é um dos projetos mais importantes que nós temos esse ano. O PIX veio, na verdade, de uma necessidade, de uma demanda que as pessoas têm em geral, e tem sido bastante discutido entre os bancos centrais. O mundo demanda um instrumento de pagamento que seja ao mesmo tempo barato, rápido, transparente e seguro. Se nós pensarmos o que tem acontecido em termos de criação de moeda digital, criptomoedas, ativos criptografados, eles vêm da necessidade de ter esse instrumento, com essas características, barato, rápido, transparente e seguro” destacou Campos Neto.

Sobre a China o presidente se limitou a dizer que a Brasil é um parceiro importante do país mas que não deve entrar em conflitos com a nação.

“Nós somos raia miúda. Quem dominará o mundo é a China ou os EUA”, disse.

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