Mixers de bitcoin, usos e questionamentos sobre a ferramenta de privacidade

Um mixer é uma ferramenta para melhorar o anonimato das criptomoedas, tornando suas operações completamente anônimas ao escrutínio público, visto que qualquer transação do Bitcoin ou do Ether, por exemplo, são auditáveis publicamente. 

O algoritmo é bastante simples – um usuário envia sua criptomoeda para o endereço de um mixer, que é registrado para cada usuário individualmente. aAs moedas são então misturadas com transações de outras pessoas ou distribuídas entre centenas de milhares de carteiras que pertencem a um mixer. 

Assim que o processo for concluído, os Bitcoins “limpos” são transferidos para o armazenamento predefinido – de volta ao remetente ou ao novo proprietário e assim a transparência da blockchain do Bitcoin é ludibriada.

 

Questionamentos legais

Uma ferramenta que vem sendo amplamente criticada pelos órgãos de investigação como a Europol que vê nos mixers uma forma barata de ocultação e lavagem de recursos provenientes de crimes. A distribuição de fundos entre várias carteiras torna impossível estabelecer uma ligação entre um remetente e um destinatário. 

O usuário também pode dividir a entrada da transação em denominações, a fim de ocultar o valor real. Um caso recente foi do Bestmixer que fora fechado na Holanda, após ter sido descoberto que US$ 200 milhões de origem ilícita foram ocultados na plataforma entre os anos de 2018 a 2019, quando a plataforma foi encerrada.
 

 

imagem: Europol

Para Sjors Provoost, um desenvolvedor holandês do Bitcoin, a ação dos órgãos de controle contra os mixers fere o direito à anonimidade e gera um risco para a comunidade. Para Provoost embora a ação dos mixers possam ser questionáveis, ele acredita que proibi-los não resolve o problema, sendo que a solução mais adequada está em uma atualização do protocolo Schnor do próprio Bitcoin, ou nas soluções de agregação de assinatura nas operação, que foi trazida pela Lightning Network.

 

Como os mixers se remuneram

Os mixers cobram uma taxa de transação de 0,5–3% por seus serviços.

 

 

Carteiras

O que poderia ser uma alternativa aos mixers? Pense em carteiras especiais com alto grau de anonimato, por exemplo, a Electrum seria uma opção. Existem também carteiras que possuem uma opção de mistura de bitcoin embutida.

Em 2014, Cody Wilson, um entusiasta da criptografia que também criou uma arma impressa em 3D, junto com Amir Taaki, apresentou o projeto Dark Wallet – um plugin de navegador e um cliente Linux que roda no Ubuntu.

Dark Wallet é construída sobre o CoinJoin, o que implica que todas as transações são misturadas e é impossível descobrir quem foi o primeiro a possuir uma criptomoeda. Quanto mais usuários a carteira tiver, melhor o anonimato, pois o alto volume de transações é condição sine qua non para a mistura acontecer nas carteiras baseadas no CoinJoin.

Entre as carteiras mais usadas destaca-se: Samourai Wallet e Wasabi Wallet.

Entre as plataformas destacam-se: ChipMixer, Cryptomixer e Anonymizer. 
 

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