Ministério da Saúde do Brasil começa a rastrear, pelo celular, infectados pelo coronavírus

O Ministério da Saúde do Brasil começou em 13 de abril a rastrear os infectados pelo coronavírus no país, segundo relatos de diversos investidores de Bitcoin e criptomoedas que relataram terem recebidos ligações do Ministério questionando sobre a existência de eventuais sintomas relacionados a COVID-19.

Segundo os relatos encaminhados ao Cointelegraph, por meio do número 011136 uma gravação do Ministério da Saúde pede que algumas perguntas sejam respondidas. As perguntas tratam sobre a presença ou não de sintomas do coronavírus e quais os cuidados que devem ser tomados. Entre as recomendações, contrariando o Presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministério defende a permanência do isolamento.

A ação seria parte de um plano amplo do uso da tecnologia para rastrear os casos no Brasil, como vem sendo realizado principalmente na Ásia em nações com Cingapura, Coreia do Sul e China e também envolve uma parceria com as operadoras nacionais, Oi, TIM, Vivo, Claro e Algar Telecom e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que vão compartilhar a localização de todas as pessoas do Brasil com o Ministério da Saúde.

A ação acendeu o debate sobre aspectos da LGPD, privacidade, proteção de dados e os limites do Estado sobre a propriedade privada na garantia do bem comum. Temas amplamente debatidos pela comunidade cripto/blockchain muito ligada as teses de diminuição da influência do Estado na organização social, defendida pelos Libertários.

O Ministério da Saúde ainda não divulgou dados relacionados ao início da operação. Até o momento, segundo dados, há mais de 22 mil casos confirmados de coronavírus no Brasil e mais de 1223 mortos, indicando uma letalidade de 5,5%.

Quem também está ‘monitorando’ os casos de coronavírus no Brasil é startup brasileira Blockforce que lançou em 30 de março a iniciativa Desviralize que está criando um mapa, em tempo real, usando blockchain, da disseminação do coronavírus no país. Os interessados em colaborar com a plataforma, que é totalmente gratuita, e ajudar a mapear o avanço da pandemia no país devem acessar o site: https://desviralize.org

Por meio da iniciativa pessoas de todo o Brasil são convidadas a preencher um questionário indicando se estão ou não diagnosticadas com o coronavírus, além de outras perguntas. Por meio das respostas a empresa divide os usuários que colabora com a plataforma são divididos cinco categorias indicando o avanço da pandemia.

Já a Emerge, uma startup de blockchain com sede em Toronto, lançou um aplicativo de sistema de segurança pública chamado Civitas, para ajudar as autoridades locais em muitos países, incluindo Brasil. De acordo com uma publicação no blog da empresa, o aplicativo foi projetado “para melhorar a segurança e reduzir os tempos de espera nas lojas, reduzindo as reuniões em espaços apertados e a probabilidade de contágio”.

O software pode associar os números de identificação do governo a registros únicos de blockchain, permitindo que as autoridades determinem se eles se qualificam para obter licenças para deixar suas casas. Se os cidadãos reportarem que estão apresentando sintomas semelhantes aos do coronavírus, o aplicativo pode ajudar a determinar quais dias são mais seguros para eles procurarem itens essenciais como alimentos e medicamentos.

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