Mercado de tokens avança e oferta de tokenização de esportistas e celebridades ganha força

A tokenização de ativos, embora ainda que não tenha caído no gosto do mainstream como intrumento financeiro, tem atraindo a atenção de uma parte da população que agrega valor intrínseco, como astros de basquete e até artistas, por exemplo.

A comunidade cripto já viu a tokenização de bem imobiliários, como o empreendimento da Dalma Capital com o banco BTG Pactual que fez uso da infraestrutura da blockchain Tezos.

O BTG Pactual foi o primeiro grande banco de investimento a lançar oficialmente uma Oferta de Token de Segurança (STO), quando anunciou em fevereiro seus planos para lançar a ReiBZ STO uma plataforma para lançamento de criptoativos lastreados em imóveis. A plataforma já levantou US$3.3 milhões na sua primeira fase.

O lançamento de security tokens para tokenização de ativos, portanto, já possui um histórico no mercado, mas e quanto à tokenização de pessoas? O caso mais famoso é do jogador de basquete da NBA Spencer Dinwiddie, que lançou uma campanha para tokenizar uma parte de seu contrato de três anos de US$ 34 milhões com o Brooklyn Nets. A princípio a iniciativa fora completamente rechaçada pela NBA.

O lançamento do token de Dinwiddie agora deve acontecer por meio da sua empresa DREAM Fan Shares, com o ticker $SD8. Assim, ele receberá um pagamento único adiantado de US$ 13,5 milhões, em que investidores no token ganharão juros por meio do pagamento bimensal de Dinwiddie.

A iniciativa recebeu críticas de parte da comunidade, que remontou ao auge da bolha das ICO de 2017. Para  David Hoffman, COO da plataforma imobiliária tokenizada RealT, esse modelo de venda de token é ainda pior porque as pessoas estão comprando um token que tem utilidade e garantias ainda mais duvidosas do que os chamados tokens de utilidade que inundaram o ecossistema Ethereum em 2017.

“Esses tokens são respaldados pela reputação de um único indivíduo. É exatamente o oposto do que é todo o setor de criptomoedas; em que a confiança é propositalmente removida. O valor desses tokens é garantido pela confiança no indivíduo. ”

Há casos ainda mais controversos, como os de Alex Masmej e de Kerman Kohli. Alex Masmej, empreendedor parisiense de criptoativos, arrecadou US$ 20 mil com a venda de seu token pessoal, ALEX. 

Kerman Kohli é um desenvolvedor e criador de conteúdo, que também lançou seu próprio token, que pode ser trocado para acessar seu grupo no Telegram, assinatura de seu boletim informativo e outros acessos a sua rede social.

O crescimento de mercados paralelos, impulsionados pelo desenvolvimento de plataformas DeFi, poderá fazer com que vejamos mais e mais iniciativas como essas, sobretudo quando celebridades entrarem nesse mercado. Por enquanto, os setores que mais demandam esses instrumentos são o setor esportivo, como foi o caso de Spencer Dinwidie e de projetos que envolvem jogadores de futebol.

A plataforma SelfSell, que trabalha com tokenização de indivíduos, permitiu que o jogador James Rodrigues, da seleção colombiana, lançasse seu próprio token, o JR10. A Selfsell também lançará a SelfDax, uma exchange descentralizada que permitirá que tokens personalizados da SelfSell sejam negociados na plataforma.

O JR10 será um dos tokens que podem ser negociados na exchange. O objetivo do token JR10 e seu principal benefício para os detentores e ainda não foram tornados públicos. Contudo, é importante frisar que desde 2018, não há nenhuma atualização sobre os planos e atividades da SelfSell.

Já o ex-jogador da seleção inglesa, Michael Owen, também  se lançou nesse mercado, lançando seu próprio token, convenientemente chamado de OWN. Está cotado em US$ 10, – por token. Michael Owen investiu pesado em projetos de cryptomoeda, como o Global Crypto Offering Exchange (GCOX) baseado em Cingapura.

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) disse que a participação de celebridades na promoção de projetos de tokenização poderia ser uma violação da lei. Até o momento, o projeto de Owen não foi lançado.

A exchange brasileira Mercado Bitcoin também tem um projeto de tokenização de contratos de jogadores de futebol e de porcentagens de contrato referentes à parcela do clube formador em transferências internacionais.

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