Licitação do escândalo de respiradores de Santa Catarina teve participação de antiga pirâmide de Bitcoin

O escândalo da fraude na compra de respiradores pelo governo de Santa Catarina teve a participação de uma antiga pirâmide de Bitcoin entre as propostas enviadas para concorrer à licitação supostamente corrupta. A informação é do The Interceipt.

Os 200 respiradores foram comprados por R$ 33 milhões pelo governo de SC, um valor superfaturado segundo as investigações, e nunca foram entregues pela Veigamed, empresa que é o centro do escândalo que derrubou dois secretários do estado.

Além da Veigamed, suas propostas concorrentes serviram de fachada para a fraude, uma delas de uma empresa que foi investigada em 2017 por operar uma pirâmide de Bitcoin no Mato Grosso.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina, o Ministério Público do Mato Grosso investigou a empresa, M M J S, que teria sede em Cuiabá (MT).

Segundo o MP, no endereço da empresa não há nenhum escritório nem sinais de atividade da M M J S. A empresa chamava-se Bau Holdings & Participações e em 2017 foi alvo de investigação por comandar uma pirâmide financeira com criptomoedas e venda ilegal de BTC.

O Ministério Público também diz que um sócio-proprietário da empresa teve um encontro com Davi Perini Vermelho, que é vereador em São João do Meriti (RJ) e atuava como representante da Veigamed, um dos principais investigados no processo.

Os empresários teriam se encontrado em 8 de abril, depois do governo de SC contratar a Veigamed, no escritório da empresa Meu Help, de Fábio Guasti, mais um envolvido no esquema.

Na reunião, Davi Vermelho apresentou-se como representante da Veigamed e vendia “testes rápidos” de Covid-19. A reunião, além de supostamente estar ligada à corrupção em Santa Catarina, foi alvo de investigação das autoridades de São Paulo por possível relação com o roubo de testes no aeroporto de Guarulhos.

O empresário de Cuiabá, sócio da M M J S, que não teve o nome revelado na matéria, teria pedido um habeas corpus preventivo para evitar uma eventual prisão.

A Veigamed diz que Davi Vermelho “presta serviços ocasionais de consultoria de segurança” à empresa. São João do Meriti (RJ), onde Vermelho é presidente da câmara dos vereadores, também pagou R$ 1 milhão à Veigamed pelo fornecimento de produtos hospitalares. O vereador não teria sido encontrado para esclarecer os fatos.

Santa Catarina não é o único estado brasileiro a sofrer com escândalos de corrupção na compra de respiradores e equipamentos hospitalares em plena pandemia de coronavírus, que tem matado mais de 800 brasileiros por dia nesta semana. No Rio de Janeiro, o ex-presidente da Alerj também foi preso, acusado de corrupção na compra de equipamentos de proteção e respiradores.

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