Itau vai ‘quebrar’ participação na XP e dizer ‘adeus’ a ligação com criptomoedas

O Grupo Itaú Unibanco, um dos principais grupos bancários do Brasil, não terá mais ligação com a XP Investimentos e desta forma, romperá os ‘laços’ com o universo dos criptoativos.

Na última reunião do Conselho Administrativo do Grupo foi aprovada a ‘quebra’ na participação do Itaú na XP.

Desta forma, haverá uma segregação da participação do conglomerado bancário na corretora criando uma nova sociedade.

“A segregação ocorrerá mediante cisão de empresas do conglomerado Itaú Unibanco com a versão da parcela cindida representativa de 41,05% do capital da XP para a nova companhia”, destacou o banco.

Portanto será criada uma nova empresa na qual os acionistas do Itaú Unibanco serão sócios porém o único ativo desta empresa será o investimento na XP que, desta forma, não estará mais atrelada ao Grupo.

‘Fim do elo’ com Bitcoin

A ‘separação’ do Grupo Itaú com a XP marcará também o fim do elo do grupo bancário com o mercado de criptomoedas, pelo menos por enquanto.

A XP, uma da principais corretoras de investimento do país, oferece a seus clientes fundos multimercado baseados em criptomoedas e aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM, como os da Hashdex.

A relação Itaú/XP era um dos argumentos usados pelas empresas de criptomoedas no processo que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre a possível conduta anticompetitiva dos bancos ao encerrar contas de empresas de criptomoedas.

Um dos últimos documentos anexados ao processo, feito pelo Mercado Bitcoin, ressalta esta parceria e alegava que o Itaú omitia sua participação na XP Investimentos e que, portanto, o banco possuía ligação direta com o mercado de criptomoedas.

A título de exemplo, a XP Investimentos (“XPI”), na qual o Itaú detém participação societária relevante, porém sem controle, abriu a corretora de criptoativos Xdex (…) Note que a própria XPI também encerrou conta do Mercado Bitcoin alegando desinteresse comercial, apesar de oferecer fundos de investimento na sua plataforma que têm como objeto o segmento de criptoativos (e.g., Hashdex Criptoativos Discovery FIC FIM’). Não apenas isso, a XPI vem atuando ativamente para tornar mais acessível e difundidos os produtos financeiros gerenciados pela Hashdex, o que foi feito a pedido de agentes autônomos individuais (sinalizando maior demanda), tendo sido reduzidos os valores para aplicação inicial em diversas ocasiões ao longo desse ano'”, destaca o MB.

Agora, com a mudança na participação acionária na XP o Itaú passa a ter apenas a ligação com a Ripple como sua única conexão direta aos criptoativos.

Contudo o banco usa a RippleNet que não é baseado no XRP, criptoativo da empresa.

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