Grupo criminoso Comando Vermelho é transformado em criptomoeda ERC-20 na rede Ethereum

Considerado como um dos maiores grupos organizados de criminosos do Brasil, o nome do Comando Vermelho (CV) foi “transformado” em uma criptomoeda ERC-20. Criado na blockchain da rede Ethereum, o projeto foi recentemente divulgado em um grupo sobre Bitcoin no Facebook.

Chamado “Comando Vermelho Token”, a criptomoeda está em uma fase de airdrop, onde unidades seriam distribuídas de graça pelo negócio que publicou um anúncio nas redes sociais.

A logomarca do grupo criminoso também é associada ao projeto na publicação da página da criptomoeda, além do nome idêntico ao da facção mantido pelo token criado na rede Ethereum em 2020.

Token é associado a grupo criminoso no Brasil

O que parece ser uma brincadeira foi realmente transformado em um projeto criado na blockchain Ethereum. Registrado em 30 de março de 2020, o Comando Vermelho Token (CVRL) possui 500 unidades emitidas até então.

A criptomoeda criada recentemente está relacionada ao nome do grupo criminoso Comando Vermelho. No entanto, o projeto não é considerado oficial segundo a maioria dos investidores de Bitcoin que opinaram sobre o token.

Com 18 casas decimais, a criptomoeda (CVRL) possui apenas 500 unidades distribuídas entre nove endereços. Conforme consta no Ether Scan, o projeto do token foi registrado na blockchain da rede Ethereum há três meses.

Desde então, somente 15 transações foram realizadas com o Comando Vermelho Token. Sendo que a maior parte das criptomoedas estão armazenadas em um único endereço usado nessas transações, com 400 unidades de (CVRL) no total.

As transações registradas pelo token mostram que o projeto está ativo com operações confirmadas nas últimas duas semanas. No total, foram transferidos 137 (CVRL) nos últimos doze dias. Os dados mostram ainda que a última transação do Comando Vermelho Token aconteceu na sexta-feira (12), Dias dos Namorados.

Projeto divide opiniões em grupo de Bitcoin

A criptomoeda que foi “batizada” com o mesmo nome de um dos maiores grupos de criminosos no Brasil divide opiniões em uma publicação em um grupo sobre Bitcoin no Facebook.

O token que foi divulgado neste domingo (14) não é considerado oficial, segundo investidores que comentaram sobre o projeto. Um dos usuários declarou total descredibilidade no Comando Vermelho Token.

“Isso só pode ser uma piada.”

Outro usuário do Facebook fala que o projeto pode não ser real, reforçando a ideia que o (CVRL) não é realmente associado ao grupo criminoso que teve o nome inserido na criptomoeda.

“Pelo que eu sei não é oficial.”

Nas redes sociais, a página atribuída ao projeto fala que a criptomoeda foi criada pelo próprio grupo criminoso. A informação sobre o negócio fala que o intuito do token é oferecer ajuda financeira para comunidades do Rio de Janeiro.

“Criptomoeda do Comando Vermelho, criada para ajudar jovens dentro das comunidades do Rio.”

O projeto (ERC-20) que foi criado através da blockchain da Ethereum não teve nenhuma associação real com o grupo criminoso confirmada, porém, o nome do token continua sendo Comando Vermelho na blockchain da rede Ethereum.

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