Aproveitando a atenção e foco mundial em torno dos desdobramentos do avanço do coronavírus hackers tem lançado diversas campanhas maliciosas em busca de roubar dados e recursos de usuários em todo o mundo, segundo informou a gigante mundial de tecnologia, Google, que afirmou bloquear cerca de 18 milhões de e-mails por dia enviados por hackers contendo golpes relacionados ao Covid19 e recursos em Bitcoin.

Segundo o Google os e-mails bloqueados simulam comunicados de governos, entidades e organizações que estariam pedindo ajuda dos usuários para combater a pandemia. Além disso também haveria links para supostos formulários que deveriam ser preenchidos para ‘mapear’ a população, entre outros.

Porém, na verdade os e-mails são iscas para ataques de phishing, instalação de malwares e também mensagens fraudulentas que pedem doações, em Bitcoin, no nome da Organização Mundial da Saúde (OMS), para o combate à pandemia.

O Google destaca que embora use um sistema com Machine Learning e Inteligência Artificial para investigar os e-mails fraudulentos e bloqueá-los, eventualmente, muitos acabam sendo entregues na caixa de entrada dos usuários e, para evitar isso, e ajudar a empresa a combater esta prática, o Google pede que ao encontrar estas mensagens o usuários não abre e sinalize como Spam denunciando o remetente

Para evitar ser vítima desse tipo de extorsão a OMS emitiu um comunicado informando que qualquer tipo de doação que tenha como propósito ajudar no andamento das pesquisas relacionadas à COVID-19 deve ser realizada por meio do site oficial do fundo solidário desenvolvido pelas autoridades e que não solicita qualquer contribuição por e-mail.

Recentemente o Google removeu 49 extensões de phishing do Google Chrome depois de receber relatórios sobre essas atividades. As extensões removidas incluem aquelas voltadas para os proprietários de carteiras de hardware produzidas pela Ledger, Trezor e KeepKey e usuários de carteiras de software Jaxx, MyEtherWallet, Metamask, Exodus e Electrum.

As extensões faziam os usuários a inserir suas credenciais necessárias para acessar a carteira – como frases de segurança, chaves privadas e arquivos de armazenamento de chaves – e as enviavam aos hackers que então roubavam os recursos armazenados.

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