‘Fim do TED e DOC’: Bancos já começam a testar o Pix com ‘dinheiro de mentira’ revela Banco Central

A pandemia do coronavírus não deve atrasar o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, o PIX, e as instituições financeiras participantes do novo sistema já iniciaram testes na rede de liquidação usando ‘dinheiro de mentira’, segundo revelou o BC.

O PIX que possibilitará a todos as instituições participantes, sejam elas bancos ou fintechs, fazer tranferências entre clientes e contas, 24/7, e com tempo de confirmação de 2 segundos, inovação que, segundo especialistas, pode ‘acabar’ com as operações de TED e DOC.

Nesta fase de testes, segundo o BC, a participação das instituições financeiras e de pagamento é voluntária e os participantes testarão os fluxos de transações entre participantes diretos e entre participantes indiretos e os cenários de insucesso na liquidação do PIX. É por meio desses cenários que os participantes avaliam se transações corretas são concluídas e se transações deliberadamente feitas para darem errado retornam a mensagem de erro. Todos os dados utilizados no experimento são fictícios.

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“No primeiro teste, avaliamos o cadastro de informações dos participantes e a conexão dos seus sistemas com o sistema do BC”, explica Lílian Holmes, assessora no BC. “Agora damos um passo a mais, que é o de experimentar a simulação da liquidação efetiva de um PIX, utilizando a conexão do primeiro teste e dados fictícios de clientes e saldos para as transações.”

Esses testes estão disponíveis em um ambiente de homologação para todas as instituições que forem participar do PIX, seja de forma obrigatória ou opcional. Para a completa realização dos fluxos, é necessário que as instituições acertem entre si a atuação nos papéis de pagador e de recebedor.

“O Fórum Pagamentos Instantâneos tem sido um meio de comunicação muito efetivo com as instituições de mercado”, avalia Alexandre Vallerão, gerente do projeto de tecnologia do PIX no BC. “Geralmente as decisões principais são submetidas a esse fórum, o que permite que tenhamos feedback sobre o desenho global da solução.”

O Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), gerido pelo BC, é o componente do PIX que armazena as informações das contas dos usuários recebedores e facilita a experiência do usuário. Essas contas podem ser localizadas por meio das chaves para endereçamento (forma intuitiva de identificar o recebedor – e-mail, número de celular, CPF/CNPJ ou endereço virtual de pagamento).

Na tradicional TED, por exemplo, o pagador preenche as informações do recebedor manualmente. No PIX, o pagador poderá informar apenas uma das chaves do recebedor, a partir, por exemplo, da sua lista de contatos do celular (embora a operação manual também seja permitida). Na hora do pagamento, o número do celular será localizado no DICT e, assim, o recebedor é identificado de forma segura e prática.

O próximo passo do PIX é fazer testes obrigatórios para as instituições participantes em junho. Está no ar consulta pública para os interessados trazerem sugestões sobre o funcionamento do PIX. A consulta vai até 18 de maio.

Desde fevereiro, já estão sendo realizados testes na infraestrutura tecnológica do PIX, que engloba o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) e o DICT. Nesse período, várias instituições realizaram com sucesso testes de conectividade e operações básicas com chaves do DICT (inclusão, exclusão e consulta). Os testes das demais funcionalidades do DICT também estão disponíveis em conjunto com os testes de liquidação.

A partir de um simples toque no celular, o PIX permitirá a realização de pagamentos e transferências em segundos, a qualquer dia do ano, sem limite de horário, com o dinheiro imediatamente disponível para o recebedor. Saiba mais.

As empresas de criptoativos, segundo o BC, que desejam participar do sistema devem fazê-lo a partir de seu intermediador, no caso o banco e que não haverá qualquer restrição para sua integração com o sistema.. Segundo Carlos Eduardo de Andrade Brandt Silva, chefe adjunto de unidade do BCB, destacou que “Interoperabilidade, ja acomoda todas os agentes, de transferências simples, no modelo conta a conta” que a forma como as exchanges operam no Brasil hoje.

“Não haverá nenhuma restrição para a entidades não regulamentadas pelo Banco Central do Brasil, inclusive exchanges de Bitcoin e criptomoedas. Nossa iniciativa é para criar melhores condições de competição entre os serviços financeiros. Agora todas as instituições que são reguladas pelo Bacen devem seguir as regras que já estão estabelecidas”, disse.

Por meio da participação das exchanges de criptomoedas no PIX, os usuários poderão transferir ou sacar Reais 24 horas por dia e todos os dias da semana, entre outras novas funcionalidades.

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