‘Fim do dinheiro’: O dinheiro físico já ‘morreu’ na Suécia e até crianças usam dinheiro digital

Os debates sobre o “fim do dinheiro” ganharam mais força com a pandemia do coronavírus.

Segundo apontam especialistas a pandemia mostrou a importância dos pagamentos digitais e da digitalização da economia.

Uma tendência que já vinha de muito tempo mas que ganhou muita força com o desenvolvimento do Bitcoin e das criptomoedas.

A indústria cripto também foi responsável pela primeira “digitalização” das moedas nacionais, convertidas em stablecoins, como o USDT.

Como argumenta a jornalista e professora da PUC, Luciana Brafman, em uma nova realidade pós-pandemia, o dinheiro físico deve cair em desuso.

Dinheiro digital na Suécia é coisa do passado

Contudo, na Suécia o “dinheiro digital” é coisa do passado é até crianças usam pagamentos digitais.

Na nação europeia, estimativas apontam que somente 1% da população ainda usa dinheiro físico.

Contudo, um pouco diferente do que desejam os usuários de criptomoedas, o sucesso da Suécia em “matar” o dinheiro provém do governo.

‘Em termos da sociedade sem dinheiro, acho que a Suécia está à frente em comparação com outros países, porque na Suécia há – em geral – uma confiança no governo, no sistema, nos bancos e nas autoridades”, destaca Bengt Nilervall, da Federação Sueca do Comércio.

Cartão e Aplicativos

Para deixar o dinheiro físico de lado os suecos usam principalmente cartões de débito/crédito e aplicativos de pagamento móvel, como o Swish

Segundo o Banco Central da Suécia, o Riksbanken, os pagamentos por aplicativo tem ajudado a diminuir inclusive aqueles 1% que ainda usam dinheiro físico.

Desta forma, segundo estimativa do banco, em 2020, o dinheiro físico em circulação no país deve diminuir até 50%.

O mesmo vem ocorrendo na China no qual aplicativos com o WeChat Pay e o AliPay dominam os cenários de pagamentos no país.

Moeda Digital da Suécia o e-Krona

A Suécia sempre esteve “a frente” dos movimentos financeiros e 1661, se tornou o primeiro país da Europa a introduzir notas bancárias.

Agora, para acentuar esta tendência dos pagamentos digitais, há pelo menos 3 anos vem desenvolvendo seu dinheiro digital, o e-Krona.

A moeda digital do banco central (CBDC) da Suécia, a exemplo da China, já está em operação no país em um período de testes.

Porém, diferente do modelo chinês, no caso da Suécia o CBDC usa um sistema em blockchain.

A estimativa do Riksbanken é que o e-Krona permaneça em testes até 2021, quando pode ser liberado para a população em todo o país.

Brasil

No caso do Brasil a digitalização da economia também é um tema latente no Banco Central.

Especialmente um tópico amplamente abordado pelo Presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

Nesta linha o BC tem duas iniciativas, o PIX, sistema de pagamentos instantâneos e o Open Banking.

Ambos, segundo o BC, devem estar em funcionamento no país a partir de novembro deste ano.

“Eu acho que é um dos projetos mais importantes que nós temos esse ano. O PIX veio, na verdade, de uma necessidade, de uma demanda que as pessoas têm em geral, e tem sido bastante discutido entre os bancos centrais. O mundo demanda um instrumento de pagamento que seja ao mesmo tempo barato, rápido, transparente e seguro. Se nós pensarmos o que tem acontecido em termos de criação de moeda digital, criptomoedas, ativos criptografados, eles vêm da necessidade de ter esse instrumento, com essas características, barato, rápido, transparente e seguro” destacou Campos Neto.

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