Ex-Diretor do Banco Central que debateu a criação de um CBDC do Real assume presidência da Febraban

O ex-diretor do Banco Central do Brasil, Isaac Sidney, assumiu a presidência executiva da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), segundo um comunicado encaminhado ao Cointelegraph em 27 de março. Sidney assumirá no lugar de Murilo Portugal e pode ajudar os bancos do Brasil a ter uma visão diferente sobre as criptomoedas.

Ao contrário de seu Murilo Portugal, Sidney possui uma visão mais abrangente do mercado de criptomoedas tanto que, em 2017, revelou que o Banco Central, do qual era diretor, vinha debatendo a possível criação de uma Moeda Digital do Banco Central (CBDC).

Na época, Sidney declarou que o tema ainda era embrionário dentro do BC, mas que, atendendo orientação do Banco de Compensações Internacionais (BIS), a instituição começou a debater a possível criação de um CBDC para o real, “Há vários aspectos que precisamos avaliar, inclusive seus impactos sobre a condução da política monetária”, destacou na época.

Em 2017, o então diretor do BC revelou também que o BC acompanha e monitora de perto os desenvolvimentos em torno do Bitcoin, o mercado de criptomoedas e a tecnologia blockchain e, segundo Sidney, internamente, o Banco Central reconheceu os benefícios, em termos de inovação, que as moedas virtuais tinha introduzido no mercado.

“Não podemos porém descuidar de eventuais riscos e desvios que o mercado possa enfrentar com a nova realidade. O BC trabalha para identificar e mitigar os focos desses riscos potenciais”, declarou na época.

Ele substitui Murilo Portugal, que cumpriu três mandatos e ficou nove anos à frente da presidência da Febraban e que, pouco antes de deixar a presidência declarou que o Bitcoin não funciona como moeda e não tem qualquer valor como forma de pagamento.

“Elas são realmente chamadas de moedas, mas não são moedas, e é por isso que é criptomoeda. Elas não cumprem nenhuma das funções clássicas da moeda, que é servir como uma unidade de conta, onde as pessoas podem expressar preços. Eles não servem como meio de pagamento ou como reserva de valor, porque a volatilidade é muito alta”, disse em um evento em São Paulo.

Segundo o comunicado, além da presidência, a Febraban terá mudanças nas Diretorias de Comunicação e de Marketing. As duas áreas serão unificadas sob o comando de João Borges, que vinha atuando como comentarista de economia na GloboNews desde 2003.

Assim como Sidney, Borges está atento ao mercado de criptomoedas e, comentando sobre o lançamento, também em 2017, do primeiro produto de “Bitcoin Futuro”, o comentarista destacou que havia o risco (como ficou comprovado) de uma bolha nos preços do BTC.

“O Bitcoin não é uma pirâmide, como diz Ilan Goldfajn, ele é um ativo, não há nada de errado com relação a isso mas a evolução da cotação é que gera essa preocupação entre muitos especialistas, outros dizem que vai valorizar ainda mais mas, para mim, tem sim o preço atual uma característica de bolha e há um risco implícito nisso” disse na época

O jornalista trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, na rádio CBN, na revista IstoÉ e na TV Bandeirantes. Foi ainda chefe de Comunicação Social do Banco Central durante as gestões de Armínio Fraga e Henrique Meirelles.

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