‘Estamos vivendo uma temporada de altcoins parecida com a de 2017’, diz CEO da Transfero Swiss

O CEO da gestora cripto brasileira Transfero Swiss, Thiago Cesar, disse ao Cointelegraph Brasil que a atual disparada das altcoins é similar à que ocorreu na metade de 2017, quando a altseason levou a uma grande valorização deste mercado.

Segundo Cesar, porém, desta vez os tokens dedicados às finanças descentralizadas (DeFi) estão comandando o rali, não afetando os preços nem do Bitcoin e nem do Ethereum, com as duas maiores criptomoedas continuando estáveis:

“De fato a gente está vendo algo parecido com o que aconteceu em 2017, quando boa parte das altcoins sofreram uma valorização. Nesse caso, é curioso observar que o próprio Bitcoin e o ETH – com a blockchain Ethereum sendo a base de quase todos os tokens transacionados – não tiveram seus preços alterados, o que é bastante peculiar, e a valorização está acontecendo em tokens relativamente menores, sendo puxados muito pelos tokens DeFi.”

A estagnação do Etherum diante do crescimento de tokens emitidos em sua blockchain também intriga os especialistas, que questionam quando o ETH e outros mercados dentro da Ethereum vão acompanhar o crescimento DeFi, que bateu recordes na rede em junho.

Nas últimas semanas, de fato, tokens DeFi como o COMP e o LINK têm chamado atenção do mercado cripto, com crescimento exponencial. Thiago Cesar comenta:

“Esses tokens, como Compound, Kyber Network, Synthetix e outras moedas que se propõem a criar marketplaces ou outros ambientes de negociação P2P nessa lógica de DeFi, estão valorizando muito. Parece que qualquer coisa nessa linha valoriza e tem tokens com ganhos absurdos que parecem não corrigir, como Chainlink, Lend.”

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, os tokens ERC-20, casos do LINK e de stablecoins, já ocupam boa parte da rede Ethereum. O Chainlink já lidera o ranking DeFi do CoinMarketCap e na semana passada ultrapassou tokens como Litecoin e BNB.

O COMP, por outro lado, pode mesmo estar supervalorizado, segundo especialistas.

Segundo o CEO da gestora brasileira, estes tokens agora precisam provar que não são sustentados por airdrops e recompensas para usuários usarem seu ecossistema. Ele ressalta que parte do mercado já questiona a força do mercado DeFi e o alcance do rali atual:

“Tem muita gente especulando se esses movimento DeFi são sustentáveis ou se as pessoas estão recebendo recompensas pra participar desses ecossistemas, os chamados de airdrops, e pode ser que esse crescimento dure enquanto as recompensas existirem, e se parar essa liquidez pode secar e esse movimento prove ser de curto prazo.”

Apesar das dúvidas sobre este mercado, existe também entre especialistas a expectativa de que gigantes como KPMG, EY, Deloitte e PwC ocupem uma parte importante do ecossistema DeFi no futuro, como noticiou o Cointelegraph.

As finanças descentralizadas também poderão no futuro oferecer serviços financeiros que hoje são impossíveis para milhões de desbancarizados no mundo.

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