Empresas de mineração de criptomoedas promovem a liberdade de expressão na China

O primeiro caso de COVID-19 foi diagnosticado por médicos chineses em novembro de 2019. Em vez de ser compartilhado com o público, as notícias do surto viral foram mantidas censuradas, segundo relatos da mídia sobre dados governamentais sem divulgação. Desde então, mais de 66.500 vidas foram perdidas em todo o mundo.

Embora a pandemia tenha trazido uma enorme incerteza para a economia global, também inspirou o setor de mineração de criptografia a transformar uma crise em uma oportunidade, assumindo a liderança na promoção da transparência e liberdade de expressão na China.

Transparência fortalece o setor de mineração

Em 3 de abril, doze grandes empresas de mineração de criptografia chinesas se uniram às principais empresas de mídia de blockchain da China para lançar oficialmente uma plataforma de compartilhamento de informações, chamada Pow Power. As empresas incluíam Canaan, AvalonMiner, Inter Hash, Huobi Pool, OkEx Pool e outras.

A carta oficial da Pow Power indicou que a censura da informação e a falta de transparência durante a pandemia aumentaram a demanda do público por meios de comunicação mais confiáveis e transparentes. Isso finalmente inspirou a comunidade de mineração a construir a Pow Power.

De acordo com o anúncio, um índice de referência padrão transparente será lançado primeiro na Pow Power. Acrescentando:

“A referência do índice será baseada na oferta e demanda do mercado, observação de receita e opinião pública. As informações de oferta e demanda de mineradores e minas serão coletadas e publicadas regularmente na plataforma pública WeChat “POW POWER”. “

O anúncio apontou que problemas, como informações censuradas do setor e o monopólio de recursos, fizeram com que muitas empresas de mineração encontrassem dificuldades para atrair investimentos e continuar operando.

A demanda por transparência e liberdade de expressão é real

Até o momento, a China implantou tecnologias de contabilidade distribuída para rastrear e registrar suprimentos médicos, doações para instituições de caridade e monitorar a propagação do vírus.

Outras ações também foram tomadas, em meio à censura chinesa de conteúdo relacionado ao coronavírus. Como a Cointelegraph relatou anteriormente, a jornalista chinesa Sarah Zheng, do South China Morning Post, usou a rede de blockchain Ethereum para contornar a censura do governo chinês para armazenar o conteúdo da entrevista online.

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