Desempregada, costureira que vive com pensão por morte perdeu R$ 27 mil em esquema da GenBit com Bitcoin

Uma costureira desempregada perdeu R$ 27.000 na plataforma da GenBit que prometia lucro com investimentos em Bitcoin. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a mulher possui apenas a pensão por morte do marido como renda e enfrenta dificuldades para receber o dinheiro de volta.

Ela acreditou no esquema da GenBit, investigado como uma suposta pirâmide financeira de criptomoedas. Atraída pela promessa de lucro fácil, a costureira investiu todo o dinheiro que tinha guardado.

Com os pagamentos congelados pela GenBit a investidora procurou a Justiça para receber o dinheiro que possui na plataforma. Antes do caso ser julgado, a cliente da empresa conseguiu gratuidade na Justiça e não arcará com as custas do processo sobre a dívida de R$ 27.000.

Mulher perdeu dinheiro em fraude com Bitcoin

Pirâmides financeiras atuam no Brasil formando redes de investidores que são enganados pela falsa promessa de lucro fácil. No caso da GenBit, a empresa prometia lucro de 20% ao mês para os clientes que investissem dinheiro na plataforma.

No total, a GenBit movimentou mais de R$ 1 bilhão e está com pagamentos em atraso. Investidores esperam respostas da empresa que até criou uma criptomoeda própria, a Treep Token (TPK).

A investidora que processa a GenBit em São Paulo representa uma história de dificuldade, onde tudo que foi economizado durante anos pela costureira praticamente “virou pó”.

Ela conta que guardou dinheiro com a pensão por morte do marido e decidiu investir R$ 27.000 na GenBit. Além disso, a investidora atualmente está desempregada, dependendo apenas da pensão por morte que ela possui.

“Aduz que atualmente encontra-se desempregada e alega que o valor desembolsado no investimento realizado junto aos agravados é fruto de anos de economia dos valores auferidos em sua profissão de costureira e dos valores recebidos por seu falecido marido na profissão de caminhoneiro.”

Costureira sobrevive com pensão por morte de caminhoneiro

Sem conseguir receber do esquema, a costureira procurou a Justiça para iniciar um processo contra o negócio acusada de operar uma pirâmide financeira. Inicialmente, ela pediu para não ser cobrada pelas custas judiciais que envolve a denúncia.

Com duas filhas para criar, a investidora conseguiu deferir o pedido de gratuidade na Justiça. No entanto, o pedido não foi aceito na primeira vez e foi preciso apresentar um agravo de instrumento neste caso.

“Afirma que atualmente sua única fonte de renda é a pensão por morte que recebe no valor de R$ 3.664,53, valor que se destina ao seu sustento e à formação de suas duas filhas.”

Sem precisar recolher as custas do processo, a costureira que investiu na GenBit seguirá com os ritos da ação judicial. Após a avaliação do pedido de Justiça gratuita, ela poderá solicitar o arresto de bens em nome do esquema.

Conforme noticiou o Cointelegraph, a GenBit criou a criptomoeda TPK que está sendo utilizada para pagar clientes com saldos em atraso. Segundo um dos clientes da empresa, a “Treep Token virou pó” por falta de gerenciamento do projeto.

Nas redes sociais, o presidente da empresa Nivaldo Gonzaga faz publicações sobre a criptomoeda que não é aceita em nenhuma exchange brasileira. De acordo com o empresário, em breve “grandes mudanças” podem marcar a GenBit.

“A Treep foi baseada e construída dentro do protocolo de blockchain Stellar, considerada uma das maiores e mais seguras redes do mundo. Estamos no processo de grandes mudanças.”

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