Descubra como o halving do Bitcoin afetará sua mineração

O halving do Bitcoin está cada mais próximo e a seriedade da situação envolvendo a pandemia de coronavírus torna as coisas incertas. Especula-se que o Bitcoin não valorizará o suficiente, complicando a vida dos mineradores, enquanto existem ainda teorias que vão além ao dizer que uma capitulação de mineradores é inevitável – o que reduzirá a dificuldade e tornará a atividade novamente lucrativa para quem permaneceu no mercado.

Bernardo Schucman, CEO da FastBlock, que é distribuidora oficial da Bitmain na América Latina, falou sobre o tema para o CriptoFácil.

Redução de dificuldade ou redução de lucratividade?

Schucman afirmou em um comunicado dividido com o CriptoFácil que “a mineração de Bitcoin é atividade originária dessa indústria e nós, mineradores, fazemos o papel de Casa da Moeda dos criptoativos”.

O CEO da FastBlock, quando se trata da situação dos mineradores após o halving, é prudente ao esboçar um cenário:

“Em teoria, esse fenômeno afeta a mineração de Bitcoin, já que a produção é reduzida e, com consequência, a bonificação também. Mas, na prática, isso não aconteceu nas últimas vezes que o evento ocorreu. O choque na oferta tradicionalmente impacta em forte valorização do Bitcoin, o que tem trazido ganhos para a indústria. Portanto, nesse momento, como não sabemos o preço que será praticado o BTC pós-halving, não podemos afirmar se ele também afetará os mineradores financeiramente.”

Conforme já veiculado pelo CriptoFácil, a posição de Schucman se assemelha com posições de outros especialistas, que preferem não criar um cenário a curto prazo. Contudo, o consenso é que o evento indiscutivelmente será positivo para o Bitcoin a médio prazo. No que tange os mineradores, Schucman explica no comunicado:

“Seja como for, o sucesso da produção de criptomoedas depende dos processos e da eficiência de um todo. Mineradores experientes, que tenham uma alta taxa de eficiência no processo, vão continuar performando e obtendo lucro.”

Sobre uma possível redução de dificuldade por conta da capitulação de mineradores que desempenham “atividades caseiras”, o CriptoFácil foi além do comunicado e perguntou ao CEO da FastBlock se é correto imaginar que tal cenário “balancearia” a lucratividade da atividade.

Em resposta, Schucman afirmou:

“Acredito que sim, pois a mineração caseira de Bitcoin vai ser inviável, não só por conta do halving, mas também por conta efetivamente de métricas industriais que as grandes mineradoras atingiram por conta da economia de escala, das relações comerciais com os fabricantes e da expertise nessa logística toda. O nível de uptime do equipamento, o nível do overclock ou da gestão da força computacional da otimização dos microprocessadores também afeta.”

Ele conclui afirmando que a mineração, com o halving, dá o último passo para entrar em escala industria:

“Não há dúvidas de que não existirá mineração caseira de Bitcoin no mundo pós halving. Acredito que hoje já não exista esse tipo de mineração mas, caso haja algo, será pulverizado. A blockchain do Bitcoin é pré-industrial agora, uma rede que ganhou proporções de capacidade computacional que apenas indústrias atingem agora.”

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