Clientes da G44 ‘vão pra cima’ da empresa e pedem explicações sobre atividades supostamente ilegais

Um grupo de clientes da G44, empresa acusada de pirâmide financeira, resolveu ‘partir para cima’ da companhia pedindo explicações sobre as eventuais atividade ilegais da empresa que oferece pacotes de investimento coletivo sem autorização ou dispensa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O documento foi compartilhado com o Cointelegraph por um dos clientes da empresa.

A G44 foi inclusive proibida de atuar no Brasil pela CVM que também encaminhou o caso ao Ministério Público para abrir inquérito contra a empresa acusada de cometer crimes contra a economia popular.

“A Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da CVM alerta o mercado de valores mobiliários e o público em geral sobre a atuação irregular da empresa G44 Brasil Intermediações Financeiras Eireli, da sócia Joselita de Brito De Escobar e seu preposto Saleem Ahmed Zaheer no mercado Forex.

A Autarquia determinou a imediata suspensão de veiculação de qualquer oferta pública de oportunidades de investimento em valores mobiliários realizadas pela empresa e pelas pessoas citadas anteriormente. Caso não seja cumprida a determinação, estarão sujeitos à multa cominatória diária no valor de R$ 1.000,00.

Além disso, sem prejuízo de responsabilidades pelas infrações já cometidas antes da publicação deste Ato, poderá haver imposição das penalidades cabíveis, nos termos do art. 11° da Lei 6.385/76, após o regular processo administrativo sancionador”, disse a CVM sobre a empresa.

O grupo de clientes pede que a G44 informe o relatório mensal das receitas e despesas dos valores administrados da G44 Brasil SCP, bem como das empresas do grupo Enoex Exchange, Mina de Esmeralda, Mina de Ouro em parceria com HJomaa Mineração, Correia Engenharia e VertVivant desde o início da vigência dos contratos;

A relação dos bens com os rendimentos e frutos; o balanço contábil com discriminação de receitas despesas e resultado de cada uma delas; o detalhamento de eventuais investimentos; os gastos exigidos na manutenção pessoal e na conservação dos bens, além de quaisquer dados relevantes.

Caso a empresa não atenda o pedido dos clientes eles prometem procurar a Promotoria para iniciar uma investigação contra a empresa.

“Por todo o exposto, notifica-se a empresa G44 Brasil S.A. para proceder a prestação de contas, no prazo de 15 (quinze) dias sob pena de responder pelo ajuizamento das ações judiciais cabíveis, de acordo com o que reza o artigo 996 do Código Civil. Sem mais para o momento, respeitosamente subscreve”, diz a ação.

A G44 é uma empresa que atuava no Brasil desde 2018 oferecendo rentabilidade garantida por meio de supostos investimentos com Bitcoin, jóias e minas de ouro, contudo, a empresa não tinha qualquer autorização para realizar estas atividades e foi denunciada em Santos, no litoral de São Paulo, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem autorização legal.

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