CEOs de diversas exchanges do Brasil falaram em entrevista ao portal Valor Investe sobre as expectativas do mercado para os impactos do halving do Bitcoin, que está a apenas 3 dias de distância.

A maioria dos CEOs ouvidos tem otimismo quanto à valorização de preço do Bitcoin ainda neste ano, mas alguns minimizam o impacto do aguardado evento, que deve cortar a produção e a recompensa dos mineradores pela metade.

Rocelo Lopes, CEO da Stratum, acredita que o impacto imediato do halving, já em maio, será uma correção para U$ 6.500 (o Bitcoin é cotado perto de US$ 10.000 nesta sexta-feira). Ele porém acredita em valorização até o fim do ano, com a moeda podendo chegar a US$ 15.000:

“No último halving não teve aumento, por que teria agora? […] “80% dos mineradores já estão com a produção vendida ‘a futuro’. Acredito em uma redução, ainda em maio, para algo entre US$ 6,5 mil e US$ 7 mil. Depois, quando os mineradores conseguirem trocar máquinas antigas por novas, talvez haja corrida de preços.”

O CEO da Coinext, José Artur, acredita que o preço do Bitcoin não deve ter grande alta, mas “dado o aumento da veiculação de notícias, pode haver uma subida pequena”.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, acredita que boa parte da valorização do Bitcoin já está precificada:

“Houve escalada razoável no último mês, de 12% em reais. Boa parte disso é deste primeiro halving com o mercado desse tamanho”

Já João Canhada, CEO da Foxbit, acha que a disparada deve ficar para 2021, ressaltando que os efeitos dos halvings anteriores foram sentidos meses depois do evento em si:

“No curto prazo, é apenas uma euforia da comunidade. O ‘halving’ sempre teve efeito no preço só em torno de um ano depois”.

Ele lembra também que, “se o Bitcoin atingir US$ 12 mil, já terá superado o recorde para quem comprou em real”, referindo-se ao maior preço histórico da criptomoeda no Brasil, R$ 68.769 em dezembro de 2017.

Já a chinesa Beibei Liu, CEO no Brasil para a Novadax, acredita que mais importante que a valorização nos preços é a popularização das criptomoedas, e vê um marco inflacionário para o Bitcoin com o halving:

““Será a primeira vez que a inflação do bitcoin ficará abaixo da taxa estipulada pela maioria dos bancos centrais para suas moedas, que é de 2%, em média. É um evento histórico que tem potencial de atrair ainda mais investidores, principalmente entre os mais jovens”.

Finalmente, Safiri Félix, diretor-executivo da ABCripto, crê num “ciclo de valorização […] com chances de testarmos a faixa dos US$ 20.000 ainda em 2020”.

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