Brasil como porta de entrada da América Latina para a indústria blockchain

O Brasil é a nona maior economia do mundo e o país mais populoso da América do Sul, sendo a porta ideal para entrar na região para qualquer empresa do setor de blockchain.

Além de ter uma taxa de crescimento projetada do PIB de 2,2% para 2020, de acordo com dados do FMI, e uma taxa de inflação moderada abaixo da média global, com uma grande diferença em relação aos países vizinhos, como Venezuela ou Argentina, o gigante país sul-americano possui a nona maior economia do mundo e espera-se que continue crescendo a uma taxa lenta mas consolidada nos próximos anos..

Como se isso não bastasse, o Brasil tem a maior taxa de penetração de criptomoedas da América Latina, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Hootsuite em janeiro de 2019, com 8,2%.

Além disso, o Brasil é o segundo país do mundo onde as criptomoedas são populares entre seus habitantes, com 18%, apenas abaixo da Turquia, conforme relatado por uma pesquisa realizada pelo Statista em junho de 2019.

Além disso, se compararmos o tráfego das principais exchanges de criptomoedas do mundo, como Binance, Huobi, Okex, Coinbase e Bitfinex, o tráfego do Brasil para esses sites ocupa o número 8 entre todos os países.

Embora o fluxo de tráfego não seja necessariamente o equivalente aos volumes negociados, é uma métrica interessante que fornece informações sobre o interesse do país em criptomoedas e blockchain em geral.

Brasil é um mercado único com regulamentação estrita no mercado de criptomoedas. O país também possui uma taxa de poupança comparativamente baixa, que abre oportunidades para economias apoiadas em criptomoeda.

Devido aos fatores acima, movimentos interessantes foram observados em grandes exchanges como a Binance, para aumentar sua exposição no Brasil.

A Binance fez uma parceria com a Latamex pela primeira vez em dezembro de 2019 para ser seu gateway fiduciário na região, o que permite a venda e compra de quatro criptomoedas com pesos argentinos (ARS) e real (BRL).

Recentemente, em março de 2020, a exchange lançou negociações de criptomoedas P2P com cinco moedas latino-americanas, incluindo a moeda brasileira, com zero taxa de transação.

Além da Binance, existem exchanges de longa data no mercado local que tornam o comércio local atraente para a tecnologia blockchain em geral. Entre eles, temos NovaDax, Bitcoin Market e Bitcoin Trade.

Apesar do exposto acima, o Brasil possui um sistema robusto de pagamentos digitais que funciona muito bem e é o mais difícil de quebrar para alcançar uma maior adoção de criptomoedas e soluções baseadas em blockchain.

Além disso, o Banco Central do Brasil (BCB) anunciou recentemente o lançamento de seu sistema de pagamento instantâneo chamado Pix.

Segundo o comunicado, “é obrigatório que todas as instituições financeiras e de pagamento autorizadas pelo BCB, com mais de 500.000 contas de clientes ativas…participem do PIX. Essas instituições devem fornecer a seus clientes todas as funcionalidades para iniciar e receber pagamentos instantâneos”.

Oportunidades no Brasil para a indústria blockchain

Economia suportada por criptomoeda

Devido à recessão causada pelo coronavírus, o Banco Central do Brasil decidiu reduzir sua taxa de juros de referência. Essa medida fornecerá oportunidades para economias apoiadas em criptomoedas, já que as taxas de juros para diferentes criptomoedas podem ser mais altas em plataformas como a Binance, tornando-a mais atraente do que a economia tradicional.

Construa com a tecnologia blockchain

O Brasil tem sido muito ativo na aplicação da tecnologia blockchain nos últimos meses. Do setor financeiro ao setor imobiliário, através do setor agrícola, ele gerou um mercado de oportunidades que ainda conta com a aprovação das autoridades governamentais.

Casos como o bCONNECT, que permite ao Brasil compartilhar um banco de dados alfandegário via blockchain com seus países parceiros do Mercosul, é um ótimo exemplo do nível de adoção no gigante país da América do Sul.

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