Bitcoin incentiva avanços em moedas digitais de bancos centrais, afirma instituição financeira

O Banco da Espanha (BDE) reconheceu que o Bitcoin incentivou as instituições a avançarem em discussões sobre a emissão de uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC).

Assim, segundo o BDE, por meio de pesquisas recentemente publicadas, o BTC “obrigou” os bancos a propor “uma discussão ordenada” sobre esse assunto.

No documento, o BDE procurou revisar os motivos que justificam a emissão de uma CBDC. Além disso, fez uma análise preliminar das principais implicações que a emissão desse tipo de moeda poderia ter para os bancos centrais.

Debate sobre moedas digitais de bancos

Na publicação intitulada “Uma introdução ao debate atual sobre a moeda digital do Banco Central” os analistas do BDE reconhecem o papel que o Bitcoin e outras criptomoedas tiveram na aceleração da pesquisa sobre moedas digitais do banco central.

Eles destacam especialmente a projeto Libra do Facebook.

“Muitas autoridades destacaram a ameaça que ela [Libra] gera para o bom funcionamento dos sistemas de pagamento, para impedir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, para a proteção do consumidor, para a estabilidade financeira e até para a autonomia dos estados. Nessa situação, há constantes apelos à regulamentação desse tipo de iniciativa, mas também aos bancos centrais para estudar a emissão do CBDC em resposta”, destaca o estudo.

Motivações para CBDCs

Os pesquisadores, que também são membros do Comitê de Pagamentos e Infraestruturas de Mercado do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), observam que o crescimento do mercado de criptomoedas e stablecoins não é a única motivação para enfrentar as CBDCs.

Isso porque há dificuldades no que diz respeito ao uso do dinheiro, como a falta de inclusão financeira e as limitações dos sistemas de pagamento, especialmente no exterior.

Consequentemente, os bancos centrais desejam, principalmente, solucionar o problema causado pelo baixo uso do dinheiro em algumas economias. Além disso, buscam promover o acesso de um mercado não-bancário por meio de uma CBDC.

“O acesso à CBDC permitiria a identificação de usuários não-bancários, executando processos básicos de Conheça seu Cliente (KYC). Esse conhecimento do cliente, juntamente com seu histórico de transações, poderia facilitar posteriormente o sistema bancário”, disse.

Preocupações

Entretanto, os pesquisadores destacaram três cenários que podem impactar a operação dos bancos centrais, caso emitam uma CBDC.

O primeiro deles diz respeito à possibilidade de uma CBDC deslocar depósitos bancários. O segundo é que a moeda digital pode favorecer uma “fuga de depósitos de uma entidade específica em tempos de crise”.

Já o terceiro cenário tem a ver com uma provável “fuga massiva de depósitos do sistema bancário, no caso de uma desconfiança global no sistema financeiro como um todo”.

Portanto, o principal temor é que, em momentos críticos, os depositantes de uma entidade possam tentar transferir seus saldos para ativos mais seguros.

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