Bilionários ficam mais ricos no Brasil e aumentam fortuna em US$ 34 bilhões em plena crise financeira

O relatório financeiro da Oxfam “Quem paga a conta” mostra que os bilionários brasileiros ficaram mais ricos durante a pandemia. Dessa forma, parece que a recente crise econômica não afetou os investimentos de 42 pessoas, consideradas as mais ricas do Brasil.

No total, a soma da fortuna dos bilionários no país saltou de US$ 123,1 bilhões para US$ 157,1 bilhões. Além do Brasil, o relatório analisa os bilionários que vivem na América Latina e Caribe.

Enquanto índices apontam para uma retração no crescimento econômico na região de cerca de 9,4%, os bilionários tiveram lucro com investimentos no mesmo período. Ou seja, em três meses os “super milionários” tiveram um crescimento de 17%.

“A riqueza dessa elite de super milionários da região cresceu 17% desde meados de março: US$ 48,2 bilhões, que equivalem a 38% do total dos pacotes de estímulo que o conjunto de governos implementou.”

Bilionários crescem diante de crise financeira

A fortuna dos bilionários na América Latina e no Caribe cresceu de forma significativa no segundo trimestre de 2020. De acordo com a Oxam, novos bilionários entraram para a lista em plena crise financeira.

Dessa forma, foi registrado que oito pessoas entraram para o ranking de “super milionários” no período. Sendo assim, a cada quinze dias “um novo bilionário’’ surgiu.

Por outro lado, a pesquisa desvela a desigualdade social presente na região. Enquanto os mais ricos continuam aumentando suas fortunas, os mais pobres sofrem com a crise econômica provocada pelo Novo Coronavírus.

“Desde o princípio dos isolamentos, oito novos bilionários surgiram na região, ou seja, um novo bilionário a cada duas semanas, enquanto se estima que até 52 milhões de pessoas se tornarão pobres e 40 milhões perderão seus empregos este ano.”

Somente no Brasil foram US$ 34 bilhões

Em apenas três meses 42 bilionários aumentaram sua fortuna em US$ 34 bilhões no Brasil. O relatório da Oxfam sugere a tributação de grandes fortunas como forma de amenizar a desigualdade social na América Latina e Caribe.

De acordo com o relatório, a arrecadação tributária pode cair 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em toda a região, ou ainda, US$ 113,391. A título de comparação, este valor equivale a quase ⅓ de toda arrecadação de países como o Peru e a Colômbia.

“Durante as últimas décadas, vem se desmantelando a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, até o ponto em que, na atualidade, apenas três países contam com um imposto sobre patrimônio: Argentina, Colômbia e Uruguai. Com o desenho atual do imposto sobre patrimônio, no melhor dos casos, se arrecadaria um total máximo de US$ 281 milhões dos bilionários da região.”

No Brasil, os bilionários arrecadaram US$ 34 bilhões durante o segundo trimestre de 2020. Em comparação com o mercado de criptomoedas, os ganhos de bilionários no país equivalem a quase o valor total de mercado do Ethereum (ETH).

Atualmente, a capitalização da altcoin está em cerca de US$ 36 bilhões, um montante que se aproxima do valor arrecadado por bilionários brasileiros nos últimos três meses.

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