Bancos do Brasil ‘enganam’ clientes, não suspendem dívidas, dobras juros e não liberam dinheiro, segundo empresários

Amplamente criticados pela indústria de criptomoedas, os bancos podem ter ‘enganado’ seus clientes em um recente anúncio sobre medidas adotadas no Brasil para ‘impulsionar’ a economia fragilizada pelo avanço do coronavírus. Os principais bancos do Brasil não estariam cumprindo as promessas feitas recentemente de ajudar clientes, segundo reportagem do UOL, publicada em 27 de março.

De acordo com a publicação, apesar dos principais bancos do Brasil teram anunciado via Frebaban que suspendeiram o pagamento de dívidas de seus clientes e facilitariam empréstimos, as promessas não ocorreram e ainda trouxeram um aumento nos juros e redução no prazo de pagamento de novas dívidas.

A reportagem destaca que os bancos implementaram regras mais rígidas para a concessão de novos empréstimos, aumentando a taxa de juros e, em alguns casos, os juros até dobraram como no caso de antecipação de recebíveis, “A gente sente que os bancos estão represando dinheiro e cobrando caro por ele”, declarou o vice-presidente do Mercado Pago, Túlio Oliveira.

O presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel, também confirmou ao UOL que houve aumento expressivo nos juros em novas operações após o coronavírus e que as linhas para capital de giro ou para rolagem de dívidas estão com juros maiores e prazos menores de pagamento.

“Os bancos também anunciaram que os clientes que pagam as dívidas em dia poderiam suspender os pagamentos por 60 dias. Isso ainda não começou. Nós propomos que seja criado um fundo garantidor de crédito pelo Tesouro Nacional para que as operações sejam feitas com as taxas antes dessa pandemia”, disse.

Quem também relata que os bancos aumentaram os juros é Alex Jucius, diretor-geral da Associação Neo que representa 150 empresas de TV por assinatura. Segundo seu relato, os bancos subiram os juros de empréstimos para realização de investimentos, as taxas passaram de 3% para 5% ao ano e em outros casos de 5% para 7% ao ano.

“Esses investimentos não estavam programados e seriam feitos ao longo dos anos. Serão necessárias ampliações de rede que precisam ser feitas a toque de caixa. A concessão de novos créditos para setor é feita com taxas muito maiores. Quando a gente bate na porta dos bancos, eles colocam taxas impraticáveis. Colocam uma barreira muita alta”, declarou.

Enquanto isso, pacotes de estímulo econômico anunciados em todo o mundo tem feito o preço do Bitcoin recuperar seu valor, segundo analistas. Após perder mais de 50% em seu preço, o BTC está sendo negociado no momento da escrita em US$ 6702 com pequena alta de 0,3% nas últimas 24h.

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