Bancos apresentam proposta para assumir controle de nova empresa formada pela Empiricus e pela Vitreo

A companhia formada pela empresa de educação financeira Empiricus e pela gestora de investimentos Vitreo no fim de 2020, a Universa, está enfrentando um dilema em seu processo de captação de investimentos, como revelou a coluna Radar, da Veja.

A controladora das duas empresas recebeu duas propostas de bancos para vender o controle da companhia, algo que não estava previsto no processo de captação de recursos. A coluna escreve:

“Dois bancos apareceram com duas propostas — cada um com a sua — para comprar, não só uma participação na companhia, mas também o controle. Outras propostas, menos ousadas, também estão na mesa, como a de um grupo de investidores de venture capital por um pedaço relevante, mas sem o controle. Atualmente, os fundadores, Caio Mesquita, Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden, detêm o controle da empresa, após terem recomprado parte do que o grupo americano Agora havia investido na companhia.”

Vitreo e Empiricus se uniram na “superempresa” em outubro de 2020, com a Empiricus dona de 63% do grupo e a Vitreo 37%. O acordo ainda espera aval do Banco Central para ser sacramentado, mas isso não impediu as empresas de irem ao mercado.

Na época do lançamento, o fundador da Empiricus Felipe Miranda demonstrava a ambição com a fusão:

“Vamos ter mais geração de caixa e mais robustez para brigar de frente com grupos maiores e mais capitalizados.”

Diante da proposta dos dois bancos, os planos traçados por Vitreo e Empiricus entram em xeque, pelo o menos para os sócios e donos que hoje formam a Universa.  Em outubro, Caio Mesquita, também da Empiricus, dizia que esperava atrair investidores “de peso”:

“Um investidor que injete um capital importante para acelerarmos. A Universa é uma empresa que vai despertar interesse.”

De fato, o interesse de investidores de peso chegou com bastante força e com ambições acima das esperadas pela nova empresa, e os sócios agora devem decidir o desfecho do atual dilema. Ambas as empresas planejavam um “superapp” em conjunto para 2021, carro-chefe da expansão da Universa.

Tanto Vitreo quanto Empiricus têm relação estreita com o mercado de criptomoedas. A Vitreo é uma das maiores gestoras de fundos de investimentos em criptomoedas aprovados pela CVM do país, com alguns dos rendimentos mais altos do mercado financeiro no último ano. Recentemente, a gestora fez uma parceria com o Inter para oferecer investimentos em seus fundos cripto através do banco digital.

Já a Empiricus também tem dedicado boa parte do seu conteúdo ao criptomercado, promovendo uma série de debates com especialistas sobre a indústria cripto no Brasil e no mundo.

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