Aumento de privacidade do Bitcoin depende de três propostas

Uma melhoria na privacidade e escalabilidade do Bitcoin, conhecida como Taproot, ainda depende de alguns fatores para ser ativada.

Isso porque a atualização, que poderia ser uma das mais importantes da rede, ainda está em fase de debate sobre os procedimentos mais adequados para sua implementação.

Portanto, de acordo com um tópico publicado na conta da comunidade Bitcoin no Reddit, um dos problemas a serem superados para prosseguir com a ativação está relacionado ao “transtorno de estresse pós-traumático” (PTSD).

Trata-se de um problema causado pelo soft fork que incorporou o SegWit.

O que é Taproot?

De acordo com a publicação, para impedir problemas, os desenvolvedores do Taproot, discutem três técnicas de ativação:

A primeira delas é a proposta de atualização do BIP8 , a segunda é o Decreasing Threshold e a terceira é a ativação moderna do Softfork.

Desta forma, com o BIP8, o mecanismo descrito no BIP9 é alterado. A ideia é que, se os nós da rede forem atualizados, os mineradores não poderão bloquear o fork.

Portanto, a técnica oferece um período de um ano – medido em blocos – para a atualização dos nós. Adicionado assim o chamado “indicador lockinontimeout”, com base na altura ou no número de blocos.

Assim, após o tempo estabelecido, resta a opção de a atualização ser obrigatória ou não.

Anthony Towns

Na explicação que o desenvolvedor Anthony Towns escreve sobre essa proposta, ele aponta algumas observações feitas por outros desenvolvedores. Eles questionam, por exemplo, o tempo estabelecido durante o período de bloqueio.

Em seu post, Towns também faz uma comparação com o método chamado Decreasing Threshold, que é a segunda proposta de atualização. Segundo ele, haveria um novo limite de tempo para aprovação.

Assim, a atualização de 95% seria necessária em uma primeira fase, opcional. Esse requisito cai para 50% de aprovação, em um segundo período de tempo fornecido até a ativação se tornar obrigatória.

Terceira proposta

Por outro lado, a terceira técnica (ativação moderna do soft fork) é baseada em uma abordagem do desenvolvedor Matt Corallo, que propõe um sistema híbrido entre o BIP8 e o BIP9. Nesse caso, a atualização seria rejeitada se o consenso não fosse alcançado dentro de um ano.

Se isso ocorrer, sugere-se que, após mais seis meses de discussão, a comunidade possa decidir iniciar um procedimento de dois anos que ativaria a atualização no final da data programada.

A duração máxima desse procedimento seria de 42 meses ou três anos e meio.

Em geral, os desenvolvedores do Bitcoin Core concordam que a atualização será benéfica para o Bitcoin e, até agora, a proposta foi bem recebida no ecossistema.

Mas ainda há tempo para ativá-lo, levando em consideração esse novo debate que está se abrindo em relação à forma de realizar o soft fork.

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