Após prisão, Justiça bloqueia R$ 1 milhão em contas ligadas à G44 acusada de pirâmide financeira de Bitcoin

Acusada de atuar como pirâmide financeira de Bitcoin no Brasil, o presidente da G44 teve R$ 1 milhão bloqueado em contas bancárias. De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), o dinheiro será utilizado para saldar uma dívida com o usuário que move o processo.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias do presidente do G44, Alexsandro Rodrigues Alves que foi preso em março de 2020. O empresário é acusado de forjar o próprio sequestro para evitar o pagamento em atraso de investimentos para clientes.

Com a promessa de lucros de até 200% em supostos investimentos em Bitcoin, a G44 é acusada de operar como uma pirâmide financeira no mercado. A prisão do empresário do esquema também é mencionada na decisão judicial, que fala ainda sobre a utilização de “laranjas”.

R$ 1 milhão bloqueado para pagar investimento em Bitcoin

O usuário que investiu R$ 1 milhão na G44 Brasil disse para a Justiça que a empresa começou a atrasar pagamentos logo após ele entrar no negócio. Sem receber o valor investido, ele decidiu então procurar a Justiça.

Na decisão publicada nesta última terça-feira (23), a Justiça solicitou o bloqueio de bens em nome do empresário que era responsável pela plataforma de investimentos.

Além de Alexsandro Rodrigues Alves, outros sócios da G44 e empresas são citadas no processo judicial. A Justiça também apontou que existem indícios de atuação como “pirâmide financeira”.

O investidor que pede o bloqueio de dinheiro apresentou uma tutela de urgência para a Justiça. Ele ainda solicitou a desconsideração da personalidade jurídica para conseguir que o bloqueio fosse estendido a sócios e líderes do esquema.

Com o deferimento desses pedidos, o valor de R$ 1 milhão foi bloqueado em contas bancárias que pertencem ao empresário Alexsandro Rodrigues Alves.

Laranja e prisão do líder que forjou sequestro

A Justiça entendeu que Alexsandro assumiu parte dos crimes cometidos por ele ao forjar o próprio sequestro recentemente. Segundo a decisão, o empresário foi ouvido pela Polícia e pode ter confessado como funcionava o esquema da G44.

Na decisão sobre o bloqueio de R$ 1 milhão, a Justiça também fala sobre “laranjas” que foram utilizados para movimentações financeiras do negócio acusado de ser uma pirâmide financeira de Bitcoin.

“O presidente do grupo foi preso após ter arquitetado um falso crime de extorsão mediante sequestro, ocasião em que, nos depoimentos prestados à polícia, acabou revelando parte das ilicitudes cometidas à frente do esquema, especialmente movimentações financeiras feitas por meio de ‘laranjas.”

Plano de pagamentos G44

Existem 10.000 clientes com saques em atraso que investiram na G44 Brasil com a promessa de lucros de até 200%. Conforme noticiou o Cointelegraph, a empresa tenta solucionar o problema com um plano de pagamentos que pode durar mais de três anos.

O plano de pagamento da G44 Brasil foi apresentado para a Associação Brasiliense de Solução de Conflitos (Abrasc), que organizava um processo conjunto contra a empresa acusada de atuar como pirâmide financeira de Bitcoin.

No total, o plano de pagamento da G44 Brasil espera pagar aos clientes o saldo devido em até 40 prestações. Além disso, a plataforma pede oito meses de carência para os pagamentos começarem. Ou seja, os clientes devem começar a receber do esquema somente em fevereiro de 2021.

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