Aplicativo sobre coronavírus ‘infecta’ celular com malware e pede resgate em Bitcoin, diz Polícia Civil

Um aplicativo com informações sobre o coronavírus está “infectando” celulares e pedindo resgate em Bitcoin – a notícia é do Portal da Cidade de Paranavaí, do Rio Grande do Sul.

Após ser instalado no smartphone, o aplicativo “Covid-19 Tracker” é capaz de controlar totalmente o aparelho através da instalação de um malware, segundo denúncia da Polícia Civil do estado.

De acordo com as autoridades, o programa pede um resgate em Bitcoin para que o controle do smartphone seja restabelecido pelo usuário. O golpe utiliza a enorme procura por informações sobre o coronavírus recentemente na internet para disseminar a fraude.

Após ser instalado no smartphone, o “vírus” exige uma quantia equivalente a US$ 100 em Bitcoin para devolver o controle do aparelho. Essa seria a única forma do usuário ter acesso novamente ao telefone “infectado” pelo aplicativo sobre o coronavírus. 

Polícia Civil denuncia golpes com coronavírus e Bitcoin

Criminosos aproveitam o momento de pânico sobre o coronavírus para angariar criptomoedas de forma ilícita. A grande busca por informações sobre a doença potencializa fraudes como é o caso do aplicativo Covid-19 Tracker denunciado pela Polícia Civil.

As autoridades dizem que o celular é imediatamente bloqueado após o aplicativo ser instalado. O programa atrai usuários alegando fornecer informações sobre a evolução do Covid-19 em todo o mundo.

“O nome do aplicativo é Covid-19 Tracker e promete acompanhar a evolução do vírus. Entretanto, após a instalação ele bloqueia o aparelho e exige um resgate de aproximadamente US$ 100 em moeda Bitcoin.”

A Polícia Civil gaúcha criou uma página na internet dedicada a informações sobre o coronavírus, alertando a população sobre possíveis golpes, que você pode acessar clicando aqui.

Além do aplicativo que instala um malware, existem outros crimes sendo cometidos manipulando informações sobre a doença de forma pretensiosa em um momento de preocupação intensa da população.

Criminosos usam doença para visitar casas

O Rio Grande do Sul adotou medidas restritivas em enfrentamento da enfermidade. Em quarentena, a população segue em casa desde o dia 16 de março de 2020 no estado.

Além do golpe com o aplicativo sobre o coronavírus, a Polícia Civil explica que existem fraudes que são cometidas pessoalmente por criminosos que atuam no estado.

Nesse caso, a denúncia orienta que estelionatários são vistos como falsos profissionais de saúde, visitando residências em busca de roubar informações sobre os moradores.

Os falsários alegam que estão recolhendo informações sobre idosos para o combate ao coronavírus e pede dados como CPF e carteira de identidade.

Dessa forma, posteriormente as informações podem ser utilizadas por terceiros em busca de crédito e até dinheiro em nome das vítimas do estelionato.

A revenda de itens como álcool em gel e máscaras de proteção também estão relacionadas a práticas ilícitas no estado gaúcho envolvendo a doença.

Durante as operações sobre o coronavírus, as autoridades prenderam uma mulher que revendia os itens de forma irregular, sendo autuada por crime contra a saúde pública brasileira.

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