Agora até ovos de galinha serão rastreados com a tecnologia blockchain segundo um comunicado da Farm Hen House encaminhado ao Cointelegrpah em 15 de abril. De acordo com o comunicado com o uso da tecnologia a empresa pretende fortalecer a conexão entre as pessoas e os alimentos que comem, além de permitir que as pessoas vejam exatamente de onde vieram seus ovos.

“Queremos preencher a lacuna entre nossos agricultores e nossos clientes, porque sabemos que há uma grande satisfação em saber e confiar de onde vem sua comida. É por isso que somos uma das primeiras empresas no setor a usar a tecnologia blockchain para forneça aos nossos clientes a máxima transparência”, destacou o comunicado.

Por meio da tecnologia os agricultores devem abastecer um sistema com informações sobre o dia em que os ovos foram coletados na fazenda, onde foram embalados e de que fazenda, além de fornecer informações sobre o agricultor real, sua vida e certificações.

Com a solução os clientes americanos (a Farm Hen House atua apenas nos EUA) podem digitalizar o código QR em sua caixa de papelão, que os leva a um site onde inserem os dados da caixa. Assim que os dados forem inseridos, eles terão acesso a todas as informações sobre a origem de sua caixa de ovos.

“Acreditamos que a marca registrada da produção ética de alimentos é a transparência. É por isso que oferecemos aos nossos clientes a oportunidade de ver e saber exatamente de onde e de onde vêm os alimentos com nosso novo recurso de rastreabilidade”, finalizou.

Quem também está expandindo o uso de blockchain para rastrear sua cadeia de produção é a gigante mundial de alimentos Nestlé que irá rastrear a produção de café arábica de fazendas no Brasil usando blockchain por meio da parceria com a IBM no projeto IBM Food Trust. Segundo a empresa os grãos que serão rastreados serão usados na marca de café Zoégas que é comercializado na Suécia.

Contudo apesar do aumento do uso de blockchain entre diversas grandes empresas no mundo para rastrear e oferecer confiança sobre seus produtos recentemente o Ministério do Comércio da China proibiu a Pequim Qidi Blockchain Technology Development Co., Ltd de comercializar seus produtos na China. 

A empresa vinha produzindo materiais de proteção contra o coronavírus como máscaras, luvas e outros itens e afirmava usar blockchain para garantir a qualidade de seus produtos e a procedência da matéria prima deles, contudo, segundo pontuou o Ministério do Comércio da China, os materiais que a empresa empregava para fabricar os produtos eram de qualidade inferior ao informado.

Desta forma há suspeitas de que os dados registrados em blockchain haviam sido fraudados em sua origem, ou seja, os fornecedores da empresa, em acordo ou não com a companhia, informaram o fornecimento de uma matéria prima superior mas entregaram um produto inferior, revelando que sem o uso de tecnologias adicionais de validação é difícil para blockchain ‘sozinha’ conter fraudes.

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