4 perguntas que o investidor deve fazer antes de vender seu Bitcoin em meio à crise

O avanço do coronavírus em todo o mundo jogou o mercado de capitais em uma de suas piores crises da história e também impactou o mercado de Bitcoin e criptomoedas que viu o BTC perder, em apenas um dia, mais de 50% de seu valor. A incerteza quanto ao fim da quarentena e o controle da pandemia vem deixando investidores receosos sobre o que fazer com suas aplicações, sejam elas no mercado de criptoativos ou no mercado tradicional.

De olho neste cenário de incerteza e buscando auxiliar investidores neste momento único da história a gestora americana Vanguard, com mais de US$ 6,2 trilhões em ativos sob gestão e conhecida por seus fundos de índice de baixo custo, publicou em seu site três pontos que podem ajudar o investidor na tomada de decisão. 

Analisando os desdobramentos da crise e como ela vem impactando pequenos e médios empresários, além de trabalhadores (informais ou não) em todo o Brasil o Cointelegraph acrescentou um ponto, o quarto, que também pode ajudar investidores a refletir neste momento. Confira:

Embora seja difícil controlar os ânimos em momentos de fortes oscilações, como o atual, a Vanguard destaca que é preciso ter em mente que uma vez que você liquidar o seu portfólio, isso não poderá ser mudado nem cancelado, mesmo se as condições de mercado melhorarem imediatamente. Dessa forma, você irá realizar as perdas e impedir que o montante seja recuperado com a volta dos ativos.

Se você é aposentado e depende do seu portfólio para renda, terá que fazer resgates independentemente das altas e baixas. Mas, segundo a Vanguard, não tem problema, uma vez que estará retirando apenas uma pequena fatia. É importante, contudo, que a carteira de investimentos seja construída de forma a suportar as flutuações do mercado, com ativos diversificados.

Quando a economia começar a se recuperar da crise, esse movimento já vai estar no preço dos ativos. Então é preciso ficar atento às oportunidades, ou você perderá a porta de entrada. Isso já vem ocorrendo no  mercado de criptoativos no qual, grande parte do “TOP 100” já recuperou parte das perdas com o pânico da crise. No caso do Bitcoin ainda há o halving, programado para maio, que especialistas apontam como forte fator para impulsionar os preços.

Em teoria e no melhor dos cenários, diz a Vanguard, o investidor deveria vender quando a os mercados sobem e comprar quando ela cai. Mas ninguém consegue prever o mercado, nem mesmo os gestores mais experientes.  A dica é ficar atento pois o período de quarentena e incertezas não vai durar para sempre e o mercado, em algum momento, vai retomar.

Pelo fato de não haver uma bola de cristal, se o investidor resgatar seus investimentos em meio à crise, ele poderá perder a retomada do mercado e quiçá os melhores dias que o futuro reserva, comprometendo seus objetivos de longo prazo.

Para ilustrar isso, a Vanguard criou um exemplo hipotético, considerando a média anual de retornos do S&P 500 de 2000 a 2019. Se o investidor tivesse aplicado US$ 100 mil em uma carteira de ações (nos Estados Unidos) por cerca de 20 anos, por exemplo, teria recebido um retorno anual médio pouco acima de 6%.

No caso do Bitcoin o retorno é mil vezes maior, se considerado o mesmo período. Além disso, somente no ano passado a maior criptomoeda do mercado fechou o ano com quase 100% de valorização.

Segundo a gestora americana, embora o momento seja de forte volatilidade, o ideal é que o investidor troque o mínimo possível de ativos na carteira. Caso haja uma mudança de 5% ou mais dos ativos, a recomendação da Vanguard é de que o investidor faça um rebalanceamento do portfólio para que continue no caminho certo rumo a seus objetivos de longo prazo.

A crise com o coronavírus, embora já vinha sendo anunciada desde que a China entrou em estado de alerta, pegou de surpresa boa parte da população do Brasil que não imaginava ter que ficar em casa para conter o avanço da pandemia e, com isso, milhares de pessoas perderam o emprego ou estão sem receber; empresários não podem trabalhar e há um risco fortíssimo de recessão que pode durar por mais de 1 ano.

A dica aqui é, não fique com remorso se precisar rever seus investimentos e liquidar suas posições, seja no mercado tradicional ou no mercado de criptomoedas. Como todo fato, a crise também trará oportunidades, porém é preciso estar bem fisicamente e mentalmente para visualizar as portas que se abrem no mercado.

Vender ações ou Bitcoins em um momento de baixa e acabar ‘perdendo’ dinheiro é parte do jogo do mercado, porém ‘segurar’ participações para ‘minimizar perdas’ e com isso atrasar pagamentos, entrar no cheque especial ou angariar outras dívidas pode não ser a melhor opção.

Neste momento, em muitos casos, dar ‘um passo para trás’ pode ser dar ‘dois passos para frente’ logo em seguida. Não tenha medo ou remorso, momentos como este requerem um readequar os planos e planejamentos.

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