Durante uma live promovida pelo Banco Itaú, um dos principais do país, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas a concentração do sistema bancário nacional e afirmou que reformas promovidas pelo Governo Federal vão mudar esta configuração, tornando o sistema mais competitivo.

“Em vez de termos 200 milhões de trouxas sendo explorados por seis bancos, seis empreiteiras, seis empresas de cabotagem, seis distribuidoras de combustíveis; em vez de sermos isso, vai ser o contrário. Teremos centenas, milhares de empresas”, afirmou.

No entanto, a frase não fui muito bem recebida pelos outros participantes da transmissão, que contava com o presidente do Itaú, Candido Bracher. Então Guedes tentou amenizar o impacto de suas palavras e declarou que buscava enfatizar com a frase que é preciso incentivar a competição no mercado.

“Eu, quando falo sempre que somos 200 milhões de trouxas (…) quero muito mais enfatizar a importância da competição (…) Mercados pouco competitivos são menos convenientes para os consumidores”, justificou.

Bitcoin como alternativa

Entretanto a crítica feita por Guedes aos bancos não é nova e, desde sempre, é um dos principais argumentos da indústria de criptoativos para defender Bitcoin e criptomoedas como alternativa ao sistema bancário.

Com uma emissão controlada por um código e um sistema descentralizado, o Bitcoin não “escolhe” seus clientes, como fazem os bancos, não imprime dinheiro quando quer, como fazem os governos em todo o mundo e não está sujeito a governantes sem escrúpulos que toma decisões equivocadas ou oprimem sua população.

“O Bitcoin permite que cada um seja seu próprio banco e gerencie seu próprio dinheiro, sem precisar do Estado ou de qualquer um dizendo o que você deve ou não fazer com o seu dinheiro, com aquilo que você ganhou e é seu”, destaca o CEO da Stratum, Rocelo Lopes.

Halving

Enquanto governos imprimem “novo dinheiro” em todo o mundo buscando uma alternativa a curto prazo para amenizar os impactos da crise econômica causada pelo avanço do coronavírus, o Bitcoin se prepara para reduzir o número de novos bitcoins gerados por dia.

O halving, que ocorrerá em 48h, reduzirá a recompensa dos blocos minerados pela metade, reduzindo dos atuais 12,5 bitcoins de recompensa por bloco para 6,25 bitcoins por bloco.

A redução de novos bitcoins em circulação aliada a crescente demanda pelo criptoativo tem sido apontada como um importante fator para impulsionar o preço da principal criptomoeda do mercado.

Contudo, embora o BTC tenha subido mais de 120% desde a quinta-feira negra, em março, que levou o Bitcoin a US$ 3600, o BTC mostrou pouco força em segurar seu valor acima de US$ 10 mil e caiu mais de 15% em 09 de maio.

No momento da escrita, o Bitcoin esta em baixa de 9,39%, sendo cotado a US$ 8742.
 

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